Aqui a raça é pura, sem mistura...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Agradecimento aos amigos Goianos


De volta a Minas Gerais, venho agradecer aos amigos pelo agradável tempo em que passei em Goiás. Tive a oportunidade de visitar fazendas de vários amigos, e aprovei o trabalho que vem sendo realizado pelos mesmos. 

Percebo que há uma preocupação geral em melhorar efetivamente o leite dos rebanhos, mas sem jamais perder a qualidade e a pureza racial, destaco o trabalho de Bráulio Moraes (foto ao lado) que impressionou pela produtividade e padronização.

Além de Braúlio, cito Gilmar Cordeiro, Leonardo Rodrigues e Leda Goes. Em todos os rebanhos dos criadores citados, vi muita qualidade.

Outro fato que impressionou foi a estrutura da Girgoiás e seus planos para o futuro próximo, que incluem a realização de projetos como Moet e Prova de Leite a Pasto, além da ampliação do teste de progênie. Parabéns!

Obrigado a todos e espero voltar em breve.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Rumo a Goiás


Embarco hoje a noite para Goiânia, onde terei o enorme prazer de passar três acompanhado por algumas das mais ilustres figuras da raça Gir. Neste período visitarei criatórios e conhecerei de perto a estrutura e os projetos da Girgoiás, uma das mais importantes e atuantes entidades dedicadas a nossa raça.

Quero agradecer publicamente aos amigos que lá me receberão, especialmente ao presidente Rosimar, pelo convite e a disposição em me acompanhar durante esta estadia.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pensamento do dia


"Referindo-me à raça Gir como portadora de qualidades leiteiras, julgo este ser o seu grande triunfo. Esta minha opinião está alicerçada no trabalho pioneiro de pequeno grupo de criadores e que já demonstrou performance significativa neste sentido.

A preferência dos criadores de gado de corte pela raça Nelore é indiscutivel, criando deste modo uma grande limitação para a raça Gir neste setor.

Ocorre porém, que o Gir é insubstituivel para os cruzamentos com as raças leiteiras européias, podendo-se afirmar com dados, que não tenho em mãos, de que o Girolando é responsável por mais de 2/3 da produção leiteira, que se situa na zona tropical do país.

O sucesso econômico é a base principal de qualquer iniciativa e acredito que dentro da atividade leiteira o Gir é o caminho certo, já que não existe qualquer trabalho expressivo, nem indicação de outra raça zebuina para nossas condições ecológicas". 

(Geraldo França Simões, 1988)

Assogir

Caros Giristas,

Tenho acompanhado as discussões envolvendo o tema Assogir no Portal do Gir, e venho apresentar meu ponto de vista sobre a situação, pois participei ativamente do processo de renovação da administração da entidade, e estou entre estes tantos diretores que a compõem. 

Primeiramente entendo que o modelo estatutário vigente na associação e a existência da vertente dupla aptidão são os maiores vilões deste caso. O estatuto da Assogir, desde muito tempo centraliza todo o poder no Diretor Presidente e é extremamente protecionista para a Diretoria Executiva, de modo que fica engessada qualquer tentativa de transformação; há também forte aparelhamento de cargos no intuito de acomodar pessoas, somam mais de 40. Acredito que uma gestão será vencedora quando composta por poucos e empenhados, ao contrário de muitos e desmotivados; defendo isso desde a eleição de 2009. 

Além disso, e mais importante está a equívoca existência do julgamento de Dupla Aptidão, particularmente acho que a raça é composta por animais de aptidão leiteira e outros de aptidão de corte/carne, mas querer um animal que seja especialista nos dois tipos é utopia, então vejo a necessidade da extinção desta vertente da raça, transformando os julgamentos em Gir Aptidão Leiteira e Gir Aptidão Carne. 

Com isso, a Assogir teria um novo propósito: defender a raça, seja qual for a vertente selecionada pelo criador, e atuar ativamente em defesa do padrão racial, que não pode ser tratado como um impasse para os criadores e sim como um alicerce nos processos seletivos, afinal caracterização racial e produtividade nunca foram inimigos, embora tenha se vendido esta idéia. 

Então, penso que a entidade precisa não só de uma reformulação, e sim de uma refundação; um novo nome, uma nova marca e um novo Estatuto, moderno e incentivador das práticas de melhoramento genético, que preveja uma Diretoria Executiva enxuta, porém atuante, monitorada por um Conselho Superior, nomeado em Assembléia Geral, e um Conselho Fiscal nomeado pelo Conselho Superior, para que desta forma haja independência entre os poderes e eficiência administrativa. Que este Estatuto especifique detalhadamente as responsabilidades de cada membro da administração. 

Os objetivos também devem estar claros e entre eles devem estar: o respeito e a manutenção do padrão racial, a clara definição e o reconhecimento das aptidões leite e carne e não a existência de uma mista, a aproximação com o Registro Genealógico da ABCZ, e principalmente a expansão e o estreitamento do relacionamento com a GirGoiás, e os programas existentes e a serem desenvolvidos em parceria. 

Vejo ainda a necessidade de valorização dos criadores participantes de provas zootécnicas, com incentivos e privilégios previstos pelo Estatuto, para mostrar a nova identidade e o perfil dos criadores que ali estão representados. 

Sobre a gestão encabeçada pelo José Sab Neto, li muitas críticas e algumas delas são compreensíveis outras motivadas por problemas pessoais, mas acho irresponsável jogar tudo em cima de uma pessoa, todos nós temos uma parcela dessa culpa, que deve ser admitida. Embora tenha havido erros, algumas conquistas tem de ser reconhecidas, entre elas estão os resultados obtidos internamente na ABCZ, que são diretamente responsáveis pelo arrocho no Registro Genealógico recentemente conquistado. 

Para a próxima gestão proponho todas estas mudanças e muitas outras, que espero ter oportunidade de compartilhar no momento oportuno. Existem muitos criadores preparados e dispostos a trabalhar, e acho que ainda podemos fazer muito pelo Gir através desta cinqüentenária entidade, que é pioneira na defesa da raça Gir. Também devemos aprender com gestões bem sucedidas, como a atual administração da GirGoiás, liderada pelo Rosimar Silva que obteve inúmeras conquistas, e a de Silvio Queiroz à frente da ABCGil, que também deve ser considerada vitoriosa. 

Inclusive penso que não há conflito de interesses com a ABCGil, ambas podem exercer importantes papéis pela raça e suas atividades podem ser, inclusive, complementares. Mas para isso deve haver desprendimento de crenças do passado e uma anistia aos erros cometidos, também não deve haver qualquer tipo de rancor ou inveja. 

Recentemente o Gilmar Cordeiro disse uma frase que vale a pena lembrar: "Há vinte anos atrás um celular não fazia falta, hoje é imprescindível, assim também é a seleção do gado, novas tecnologias vieram e são imprescindíveis". Este pensamento deve iluminar alguns criadores que ainda são resistentes a participar das provas de melhoramento das características produtivas de seus respectivos rebanhos, estas provas não irão substituir o olho do criador, mas sem dúvidas serão excelente ferramenta auxiliar para a seleção do gado. 

Termino por aqui, certo de chegaremos ao êxito agora que conhecemos os equívocos cometidos, e tenho certeza que não faltará motivação para reerguer a Associação Brasileira dos Criadores de Gir; de todo o Gir Brasileiro.

Rodrigo Simões

sábado, 5 de fevereiro de 2011

ABCZ recebe líderes da ABCGIL

O presidente da ABCZ, Eduardo Biaggi e o corpo diretivo da entidade, estiveram reunidos com os líderes da ABCGil, Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro.

No encontro os selecionadores da raça Gir Leiteiro apresentaram o novo estatuto da associação, falaram dos conceitos de trabalho da entidade que reúne quase 400 criatórios, de conquistas e dificuldades.

O debate foi fundamentado na exposição de informações atualizadas da dimensão e da evolução do rebanho seletivo, do potencial de exportação de material genético para países em desenvolvimento e da participação da raça na escala de produção comercial do país.

O Gir Leiteiro é uma das raças zebuínas que mais atrai interesse externo, por ser um bovino com capacidade de produzir proteína animal a baixo custo, por suas qualidades de rusticidade, eficiência produtiva e reprodutiva em regimes alimentares a pasto. O gado zebu com vocação para produzir leite é muito menos exigente em termos nutricionais quando comparado a raças especializadas. 

Em 2010 o volume de animais Gir Leiteiro comercializados em nível nacional nos leilões aumentou em 15%. Hoje a ABCZ desenvolve o programa de controle leiteiro em 601 criatórios e o maior volume de animais é desta raça.

Fonte: ABCZ (Márcia)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

LEILÃO VIRTUAL MARCA GIL


Gilmar Cordeiro, tradicional criador do estado de Goiás, ofertará no próximo dia 13, com transmissão pelo AgroCanal, a partir das 20.00 hrs, 35 fêmeas Gir Leiteiro da linhagens alternativas, ou seja, sangue aberto para os diversos criatórios do Brasil, além do alto nível genético e a expressiva caracterização racial.

Os animais comercializados são fêmeas jovens iniciando vida produtiva, muitas delas recém inseminadas pela primeira vez, de alguns touros integrantes do teste de progênie. O rebanho GIL tem diversos touros participantes do programa de melhoramento genético da GirGoiás/Assogir/Embrapa, e faz de controle leiteiro monitorado pela Embrapa.

Seguem alguns exemplares que serão ofertados no remate:


Comprar neste leilão é garantia de genética rara e produtiva.

Para mais informações, contate a Nova Sat clicando aqui 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Animal em Destaque: Bey 3587 da Lapa Vermelha

Bey 3587 da Lapa Vermelha - 9.421 kg
Tacaré x Vareta

Esta bela matriz, acaba de fechar lactação oficial da ABCZ, em regime de 2 ordenhas/dia, um total de 9.421 kg/365 dias. Com isso ela se torna a terceira maior lactação do rebanho Bey.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Convocação da GirGoiás

Prezados Criadores, 

A Girgoiás convida diretores e sócios para reunião com Duarte Vilela, chefe Geral da Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora (MG), Rui Verneque, pesquisador e chefe da equipe do teste de progênie da Girgoiás e Carlos Henrique Cavalarri Machado, Superintendente Adj. Melhoramento Genético da ABCZ, dia 4 de fevereiro, sexta-feira, às 10:00 horas, na sede da Associação, para apresentação dos projetos do Moet e da Prova de Produção de Leite a Pasto de gado gir em Goiás.

O projeto Moet será apresentando pelo pesquisador Rui Verneque, da Embrapa Gado de Leite, líder do projeto e responsável pela apresentação aos criadores goianos. 

O projeto de Produção de Leite a Pasto será apresentado por Carlos Henrique Cavalarri, da ABCZ, quem irá coordenar em Goiás a execução do Projeto.

Rosimar Silva
Presidente

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Animal em Destaque: Lago Verde ZS

Lago Verde ZS
Krishna Gori Ghiliri x Tiquira ZS

Este excelente reprodutor da marca ZS, de José Sab Neto, tem um excelente pedigree, sendo filho da famosa Tiquira ZS, matriz de muita raça e leite. Seu pai é Krishna Gori Ghiliri, importante reprodutor da linhagem Krishna.

Lago Verde é pai de Orgulhosa ZS, que produziu 7.890kg em sua primeira lactação, e seu sêmen está disponível para venda nas versões sexada e convencional, na OF Genética.

Jornal do Gir


Já está circulando por todo o Brasil, a segunda edição do Jornal do Gir. Destaque para  a matéria sobre a fazenda Café Velho, e o criterioso trabalho de seu titular, José Luiz Junqueira Barros, o Bi.

São 12 páginas de conteúdo variado, desde anúncios de rebanhos, artigos técnicos,  comerciais e muito mais; tudo relacionado ao Gir, claro. 

Parabéns ao amigo e jornalista JK (foto), editor do jornal, que é de altíssima qualidade.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ExpoZebu 2011: Raça Gir tem vagas preenchidas para Concurso Leiteiro

No primeiro dia de inscrições para o Concurso Leiteiro da ExpoZebu 2011, as vagas para a raça Gir foram totalmente preenchidas. Logo nas primeiras horas da segunda-feira (24/01/11), as 78 vagas foram completadas. Como a procura foi maior que a oferta, a ABCZ está cadastrando os interessados em uma lista de espera para preenchimento de vaga, caso haja desistência.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Estão abertas as inscrições para a ExpoZebu 2011

As inscrições para a ExpoZebu 2011 já estão disponíveis, e devem ser feitas somente pela internet, através do site http://www.abcz.org.br. O prazo vai até o dia 1º de abril. No ano passado, a feira teve 3.323 zebuínos inscritos. Os expositores também poderão imprimir, diretamente do site, os boletos para pagamento das inscrições.

Considerada a maior mostra de zebuínos do mundo, a 77ª edição da ExpoZebu será realizada de 28 de abril a 10 de maio, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). A disputa pelos grandes campeonatos da feira será de 4 a 10 de maio. Já a competição do Concurso Leiteiro vai de 3 a 6 de maio.

Além dos julgamentos, a ExpoZebu contará em sua programação com leilões, shoppings de animais, palestras, encontros políticos, cursos, mostras culturais, atividades socioeducativas, shows, entre outros eventos. Na edição passada, a feira movimentou quase R$ 70 milhões com a comercialização de animais em 43 leilões e registrou público de 333.588 pessoas, sendo quase 500 de estrangeiros.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Frase do dia:

"Há vinte anos atrás um celular não fazia falta, hoje é imprescindível, assim também é a seleção do gado, novas tecnologias vieram e são imprescindíveis".




Gilmar Cordeiro de Souza
Criador de Gir e Médico Veterinário
Fazenda Iporê - GO


ABCZ aguarda decisão do MAPA sobre caso Radar dos Poções

Texto: Vanessa Barbosa - Responsável Técnica do ETR/BH

O Serviço de Registro Genealógico das Raças Zebuínas comunica que ainda está suspenso o registro de nascimento dos produtos filhos do touro Radar dos Poções, RGD A7368. Está em andamento a nova verificação do perfil alélico do touro. Está verificação foi solicitada, pois houve uma denúncia por parte de um laboratório credenciado, devido à divergência do perfil alélico do referido reprodutor entre Laboratórios de Imunogenética credenciados pelo MAPA. 

A ABCZ é a entidade responsável pela dose que está sendo utilizada para verificação do permanente. Após um levantamento de informações juntamente com o MAPA, a ABCZ adquiriu uma dose do touro Radar dos Poções, e doou ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento - MAPA, para realização dos procedimentos. 

A partida da dose de sêmen foi confirmada pela Lagoa da Serra, e conferida por um Fiscal Agropecuário do MAPA, e dois fiscais do Laboratório Nacional Agropecuário - Lanagro, em Pedro Leopoldo - MG, onde a amostra foi entregue e enviado para análise. 

A dose de sêmen para verificação foi enviado para os Estados Unidos no dia 13/12/2010. A situação do processo pode ser acompanhada pelo site do MAPA, o no é 21000010191/2010-78. Segundo o Fiscal Federal Agropecuário, da Divisão de Fiscalização de Material Genético Animal, assim que o permanente for confirmado, o MAPA passará a ABCZ os procedimentos que deverão ser realizados para liberação e conferência dos produtos do Radar dos Poções. 

Foi realizada também, coleta de amostras de material para DNA de produtos antigos do touro Radar dos Poções, este material servirá de contraprova ao resultado obtido a partir do sêmen.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Análise da 25ª Bateria do PNMGL

Siga a análise de cada touro integrante da 25ª bateria do PNMGL (ABCGil/Embrapa) feita pelo criador e veterinário José Eduardo Mello (Gir das Paineiras), de Itapetinga/SP.

Segundo José Eduardo: "... acho a discussão extremamente válida para ajudar a todos nas escolhas dos animais, nas experiências já passadas e na sadia troca de informações. A cada no máximo 4 dias quero postar ao menos dois novos animais com comentários, quero ressaltar que será apenas uma opinião sem defender ou atacar qualquer seleção ou criador, o intuito é abrir uma discussão saudável sobre os animais que fazem parte do futuro do Gir Leiteiro e da raça como um todo".

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Artigo: História da pecuária Nacional

“Se o Gir não tivesse melhorado o gado crioulo nacional, entre as décadas de 30 e 50, como seria possível às superespecializadas raças européias tirar proveito, hoje, dos mais diversos cruzamentos? Sem o Gir, não haveria o brilhantismo que vemos hoje, na moderna pecuária nacional”.

Clique no link abaixo e leia um interessante artigo sobre um pedaço da história do Gir, envolvendo a tradicional família Lemos de Franca, e o semental Gaiolão:

História da pecuária Nacional
por Paulo Lot Calixto Lemos




Na foto ao lado estão Mancha e Manchinha, e o bezerro Triunfo, que viria a ser em seu tempo, o animal mais caro da raça. Triunfo era por 2x neto de Gaiolão. Hoje, as cabeças de Gaiolão, de sua filha Manchinha e de seu neto Triunfo se encontram embalsamadas, em um cômodo da casa de dona Honorina Lemos, na cidade de Franca/SP




Caso Radar dos Poções

Governo federal apura fraude com sêmen de touro

Uma suspeita de "fraude genética" envolvendo a falsificação de sêmen bovino usado em processos de reprodução é apurada pelo Ministério da Agricultura. 

Segundo o órgão, é a primeira denúncia do tipo que chega à pasta. 

O caso foi levado ao governo por laboratórios contratados por associações de produtores para mapeamento genético dos animais. 

A empresa Boa Genética, de Igarapava, é citada por pecuaristas como a responsável pela venda das doses "falsas" de sêmen. O Ministério da Agricultura afirmou que a empresa é investigada. 

A apuração envolve o touro Radar dos Poções, morto há dez anos, mas que, de acordo com pecuaristas, deixou uma das melhores heranças genéticas da raça gir leiteiro. 

Suas doses de sêmen, segundo os produtores, chegam a ser vendidas por até R$ 25 mil. A investigação apura se o material obtido de outros touros, com valor genético inferior e preço bem menor, estaria sendo vendido como se fosse de Radar. 

O Ministério da Agricultura suspendeu a comercialização do sêmen de Radar até que a investigação termine. 

A ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) também suspendeu temporariamente a concessão de registro de nascimento de animais "filhos" de Radar. 

O produtor Henrique Cajazeira Figueira afirma ser um dos prejudicados. Dono de uma fazenda em Uberaba (MG), ele havia comprado três doses de sêmen de Radar mas, na última aquisição, em 2010, deparou-se com a fraude ao realizar testes de DNA nos animais. 

Ele iniciou um processo de mapeamento genético para descobrir qual touro, de fato, era o pai do lote de 40 animais. Foi então que ele descobriu que o sêmen pertencia a outro reprodutor. 

PREJUÍZOS 

Figueira calcula o prejuízo em R$ 300 mil -que ele obteria com a venda dos animais se fossem filhos de Radar. 

Marcelo Solé, também de Uberaba, diz que ele e outros dez criadores ratearam a compra de uma dose de sêmen fraudada de Radar. 

Solé e Figueira afirmam que compraram o sêmen de um amigo pecuarista, que diz ter adquirido o produto na Boa Genética, de Igarapava. A Folha tentou localizar o responsável pela empresa ontem, mas não conseguiu. 

O presidente da Associação Goiana dos Criadores de Gir, Rosimar Silva, disse que o episódio causou insegurança. "É preciso que o ministério e a ABCZ tomem providências para tirar a limpo essa história." Segundo ele, no Estado não há pecuaristas lesados pela fraude. 

Segundo a chefe substituta da Divisão de Fiscalização de Material Genético Animal do Ministério da Agricultura, Daniela Pacheco, o ministério encaminhou uma dose do sêmen verdadeiro de Radar para análise nos EUA. 

Se comprovada a fraude, o caso será encaminhado ao Ministério Público. 

Fonte: Folha Online

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Artigo: Proposta Indecente!!!

O blog Girbrasil publicou o teor de uma carta que a  AMCGIL enviou à ABCZ. Sobre essa carta, gostaria de fazer as seguintes observações:

Algumas das reivindicações contidas nessa carta representam a disposição de alguns criadores em extinguir, de fato, com a raça Gir, no Brasil.

As propostas relacionadas ao caso Radar dos Poções e ao banco de DNA são oportunas e coerentes.

No parágrafo dedicado ao tema “COBRIÇÃO”, Lê-se “... na suposição de que os criadores não realizam seu trabalho de seleção com seriedade e verdade...” Nesse caso não se trata de suposição e sim de CONSTATAÇÃO. Se não houvesse tal constatação não haveria a necessidade da presença dos técnicos responsáveis pelo controlo leiteiro (ABCZ) nas propriedades (por exemplo).  A boa fé, que é presumida, conforme o art. 54 da Lei 9.784/99, deve ser observada amplamente e não apenas em casos específicos (interesses particulares), não é verdade?  Aqui há uma CONTRADIÇÃO.

Será que sem a presença dos técnicos nas propriedades, as vacas da raça Gir já teriam ultrapassado a barreira dos 25.000KG/leite em 405 dias?

Onde estão os (as) filhos (as) melhores que os pais (frases exaustivamente repetidas durante a realização de leilões da raça Gir) que não conseguem produções próximas de seus pais (mães - 18.126 KG, etc.).

Qual é o motivo pelo qual só agora se preocupam com a ausência dos técnicos?  

A mesma lógica se aplicaria às comunicações (CDC, CDN, CDM, etc.) Se não houvesse fraudes, o criador poderia comunicar apenas o nascimento, informando as características e o pedigree do produto.  “... está na contra mão ambiental...” Vamos refletir!  A impressão das “CDCs” causa prejuízo ambiental muito maior que a utilização de seringas descartáveis de hormônios (até 08 doses/mês por animal), além de frascos de tantos outros produtos que são utilizados diariamente por uma grande maioria de criadores que utilizam o serviço do Controle Leiteiro (ABCZ).

Mas, a verdadeira PIADA é: “... rigor excessivo na verificação dos caracteres...”
Sou associado da ABCZ e não recebi, até o momento, um novo “manual” que trouxesse significativas mudanças quanto ao padrão racial do Gir. Portanto, imagino que tais reclamações estão baseadas, justamente, no comportamento dos técnicos registradores da ABCZ.  Suponho ainda, que um possível maior rigor por parte dos técnicos, em relação aos “caracteres” seja o cumprimento de orientações que os mesmos receberam de seus “superiores”, especialmente depois do episódio “Curiosa Dsil”. Devemos lembrar que a Curiosa é apenas mais um num universo de centenas de animais registrados na categoria PO da raça Gir, que possuem características que se enquadram, PERFEITAMENTE, na categoria ¼ da Girolanda.

O SEJ Jonhsson apresentou uma proposta de abertura de livros para registro de animais mestiços (com sangue da raça Gir): ½, ¾, 7/8, 15/16, etc., de forma que aumentando o grau de “sangue Gir”, ao final, chegar-se-ia ao PC / LA, enfim, Gir por absorção.

Talvez essa proposta seja a solução para o caso em questão. Assim, no futuro, teríamos a raça Gir PO, com parâmetros estabelecidos quanto ao padrão racial e, os seus derivados. Cada indivíduo “derivado” seria enquadrado no grau de sangue pertinente ao seu perfil fenotípico, sendo o seu genótipo, ignorado (somente) quanto ao enquadramento nas diversas categorias (grau de sangue da raça Gir).

“... diminuindo a base genética e afastando novos interessados...” Fica EXPLÍCITO,  que o único objetivo desses criadores, é a obtenção de grandes lucros e que a banalizada frase “ eu sou apaixonado pelo Gir” é mais DEMAGÓGICA do que nunca.

A “base genética” poderia ser maior se, por exemplo, o “gado EVA” não tivesse sofrido um verdadeiro massacre por parte de criadores que “disputavam mercado”. A pergunta continua sem resposta: Qual é o prejuízo causado pelas placas de despigmentação na produção?

Outra grande opção é a utilização do Gir Leiteiro Alternativo, assim que os resultados dos testes forem divulgados, no caso dos machos. As fêmeas já estão sendo avaliadas quanto à produção de leite e os resultados são excelentes, com produções superando 11.500 KG/leite em 365 dias (máximo) e acima de 5.000KG, em média.

Propor a flexibilização das “regras quanto aos caracteres” significa avanço no processo de crescimento de uma RAÇA?

E a ASSOGIR, será que vai continuar no estado de INÉRCIA?

Abraços,

Ramilton Javiktson da Silva Rosa
Estância Prisma – Edealina – GO.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010



O Blog Gir-PO entra hoje em recesso retornando após o dia 4 de janeiro de 2011; até lá e um bom começo de ano para todos!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ipiranga ZS é destaque no México

O touro Ipiranga ZS (foto ao lado), através de sua progênie, foi destaque absoluto na Exposição de Pallanque/México, tendo sido duas de suas filhas campeãs: uma grande campeã da raça e a outra campeã de torneio leiteiro, ambas de propriedade e criação de Jaime Mantecón, principal criador do país.

Ipiranga é filho de Barreira ZS, uma das mais importantes matrizes da história do renomado rebanho ZS; além de acentuada aptidão leiteira era um exemplo de caracterização racial, e seu filho é o herdeiro desta genética de alto valor.

Grande Campeã da Exposição de Pallenque 2010

Campeã do Torneio Leiteiro da Exposição de Pallenque 2010
Média diária de 32 kg

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Artigo: Endogamia no Gir - uma análise crítica

O problema da endogamia é recorrente em todas as criações em que ocorre seleção para alguma característica desejada. Atribui-se a ela a redução da produção leiteira e da eficiência reprodutiva, além de favorecer o aparecimento de problemas hereditários. 

Dizem que todo o rebanho Holandês do mundo descende de um conjunto reduzido de reprodutores (uma dezena de animais). O mesmo ocorre no Nelore. 

A atividade de seleção usa como matéria prima a variabilidade genética existente na população. Porém acaba por reduzir essa variabilidade. Isso ocorre porque, depois de identificar indivíduos superiores, o homem procura reproduzí-los de forma mais intensiva, os seus genes são assim passados para a geração posterior em uma proporção maior do que o normal. Os indivíduos inferiores são privados de reproduzir, e como consequência os seus genes não são passados para a geração seguinte. Esse é o princípio básico da seleção com foco em alguma característica desejada, seja econômica ou racial. 

Falando em termos de Gir Leiteiro, todo mundo quer ter filhos do Sansão, do Vaidoso, do Jaguar, enfim dos touros líderes do Teste de Progênie. Eles já foram identificados como superiores para leite, através de um critério científico. É natural que sejam utilizados de forma intensiva. 

Mesmo considerando toda a população de Gir do Brasil (Leiteiro, Padrão, dupla aptidão, etc), o risco da endogamia é alto. Isso ocorre por duas razões fundamentais: o relativo pequeno número de animais importados da Índia no século passado e a quase extinção da população de gado Gir nas décadas de 70 e 80, em decorrência da seleção equivocada para características exclusivamente raciais. Vem dessa época a concepção, ainda arraigada em técnicos, produtores de leite e alguns giristas, de que o Gir só contribui com rusticidade na formação do Girolando. Rebanhos inteiros de Gir foram cruzados com touros Holandeses, perdendo-se para sempre esse valioso patrimônio genético. 

Tive oportunidade de ler um artigo técnico que analisava o tamanho da população e o grau de endogamia do Gir brasileiro, tomando-se por base os registros genealógicos da ABCZ nas décadas de 70, 80 e 90 do século passado. A situação era alarmante. A população de Gir era classificada como "em risco de extinção". Felizmente a situação tem melhorado, pela grande aceitação do Gir Leiteiro e pela possibilidade de aumentar a população através dos animais LA. Aliás, essa questão dos animais LA merece um outro artigo, visto que alguns criadores defendem a sua proibição. 

Analisando os 30 primeiros colocados no teste de progênie da Embrapa/Abcgil, sou capaz de identificar pelo menos 7 famílias diferentes, sem contar as "meias" famílias, a família do Radar dos Poções (tão valorizada), a família do FB Cadarso, e outros touros antigos que foram usados na formação do rebanho atual e que ainda poderiam ser utilizados de forma pontual (nessa categoria coloco o Vale Ouro de Brasília, o Naidu, o Panamá dos Poções, o Uaçaí Jaguar, e muitos outros). Os criadores têm que aprender a trabalhar com várias linhagens e não restringir os acasalamentos a poucos touros que estão na moda. Os verdadeiros selecionadores, que têm compromisso com a raça, praticam essa medida tão salutar. 

O corpo técnico da ABCGIL adotou mudanças importantes no Teste de Progênie visando a redução do risco da endogamia: abertura de vagas para touros de pedigree aberto, restrição quanto ao número de tourinhos descendentes de determinados reprodutores e matrizes de destaque, além da incorporação de rebanhos criados exclusivamente a pasto. São medidas que estão na direção correta, permitem vislumbrar um caminho sustentável para a raça. 

O teste de progênie da GirGoiás também contribui para reduzir o risco momentâneo da endogamia. Novas linhagens estão sendo testadas para a característica produção de leite. Há boa chance de que algumas delas sejam aprovadas nesse quesito. Aumenta o número de famílias, aumenta o número de opções de acasalamento. Há um alívio na endogamia, mas não resolve e nem poderia resolver o problema em definitivo. É fácil perceber que essas linhagens "alternativas" com PTA positivo serão usadas com maior intensidade e, no futuro, também poderão gerar endogamia. O número de linhages do Gir brasileiro é finito, não há como encontrar linhagens "alternativas" indefinidamente. 

A grande contribuição do teste de progênie da GirGoiás deverá ser a descoberta de linhagens leiteiras que estavam esquecidas e o engajamento de criadores de Gir que estavam alijados do processo de seleção para leite. 

Concluindo, a endogamia não é um defeito do Gir Leiteiro, como alguns apregoam. É uma decorrência da efetividade da seleção aplicada até agora e da base genética restrita que serviu de matéria-prima para o trabalho. Os criadores de Gir precisam aprender a selecionar para leite, buscando caracterização racial, eficiência reprodutiva e baixa endogamia. Um baita desafio não acham ??

Grato,

José Luiz Costa
Fazenda Gramado
Corumbá de Goiás - GO

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Animal em Destaque: Fogueteira JR

Fogueteira JR - 5.133 kg/365 dias
Zenico x Agrária

Mais uma doadora Gir Leiteiro do rebanho de José Lucio Rezende. Reúne em seu pedigree, as linhagens Eva e R, indo a importantes touros como Internato JR, Genuino Eva e Evon Eva.

Será coletada em breve para um programa de F.I.V., no qual será acasalada com, entre outros, o touro Tacaré ZS.

Produtores de leite pedem incentivos

Sugestões  foram apresentadas por produtores de leite, laticínios e cooperativas ao Governo do Estado através da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Os deputados da comissão receberam do setor produtivo sugestões de criação de um Fundo Estadual do Leite, de isenções fiscais para o setor, de subsídios para o pequeno produtor e de capacitação da mão de obra rural.

As sugestões de criação do Fundo Estadual do Leite, de isenções fiscais e de qualificação profissional foram feitas pela Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg).

Outras propostas foram apresentadas: como a criação de um programa estadual do leite e derivados, com definição de competências, responsabilidades e recursos para o setor; a adequação do quadro técnico dos órgãos de fomento e pesquisa da agropecuária mineira, além de uma política tributária voltada para a garantia de competitividade do segmento, e crédito para inovação tecnológica.

Boa iniciativa, esperamos que tenha continuidade!

Eu acredito nas linhagens alternativas do Gir

Sempre respeitei o trabalho realizado pelos colegas do “Gir Leiteiro”, tanto é verdade que tenho animais com esse perfil em meu pequeno criatório. A ABCGil se organizou de tal forma que proporcionou aos seus associados um “norte”. Alguns podem alegar que seria um “norte” que levaria ao leste ou ainda ao oeste. Mas, os progressos alcançados são inegáveis. Cresceram tanto que ousaram criar a expressão “Raça Gir Leiteiro”. Uma “raça” que se fosse criada nasceria com um grande “gargalo”: a endogamia.

Por outro lado, nunca me afastei do “sonho” de poder criar animais que fossem produtivos e ao mesmo tempo apresentassem um conjunto de características morfológicas capaz de enquadrá-los perfeitamente dentro do padrão racial do Gir.

As iniciativas de alguns colegas de avaliar o desempenho econômico (produção de leite) das suas matrizes oriundas de “linhagens alternativas” (incluindo algumas que foram submetidas ao controle leiteiro oficial em minha propriedade – Estância Prisma – Edealina – GO.), bem como o programa de melhoramento genético da GirGoiás, já revelaram excelentes resultados. Esses resultados credenciam, de fato, referidos indivíduos como uma verdadeira alternativa para o tão necessário “refrescamento de sangue” do “Gir Leiteiro”. É claro que devemos esperar os resultados oficiais para confirmar essa afirmação. Isso significa que a raça Gir pode colaborar com a raça Gir!

Precisamos apoiar de forma efetiva esses programas, já implantados, para que possamos, à médio prazo, colher os frutos desse investimento. 

Não se trata de estabelecermos uma concorrência entre animais da mesma raça. Ao contrário, estaremos oferecendo ao “mercado” uma ALTERNATIVA. Daí, cada um fazer a sua escolha, de forma segura e transparente. Não tenho dúvidas que obteremos sucesso. Mas, para que possamos lograr êxito, é necessário que continuemos avançando no caminho da ciência.

Se, no prazo de três anos, conseguirmos avaliar de 150 a 200 fêmeas descendentes de touros exclusivamente de “linhagens alternativas” certamente teremos um cenário favorável a nosso favor. Portanto, faço um apelo aos colegas criadores/selecionadores de animais com esse perfil, que submetam os seus animais às diversas provas/testes que estão disponíveis a todos.

A vaca Harpa da Lapa Vermelha alcançou a extraordinária marca de mais de 11.787 KG/leite, em lactação encerrada. Matrizes da fazenda Lapa Vermelha, fazenda Café Velho, fazenda Iporê, fazenda Nossa Senhora das Graças, entre outras, obtiveram excelentes resultados. Se considerarmos o aproveitamento, em números proporcionais, por analogia, podemos concluir que na maioria dos nossos plantéis existem vacas produtivas (leite), e na mesma proporção das já citadas. Alguém duvida?

Outra grande ferramenta que teremos à nossa disposição são as provas de produção de leite a pasto que serão implantadas em Goiás. Nessa modalidade as fêmeas são submetidas ao mesmo manejo, proporcionando paridade entre todas. A avaliação mais justa e segura entre fêmeas da mesma raça, idade, etc.

Portanto, EU continuo ACREDITANDO NAS LINHAGENS ALTERNATIVAS DO GIR!!! 

Ramilton Javiktson da Silva Rosa
Estância Prisma – Edealina – GO.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Respostas à pergunta do dia

Seguem as respostas enviadas pelos leitores do Blog Gir-PO para a seguinte pergunta:

Considerando o uso dos hormônios aplicáveis (BST, Lactotropin) na pecuária leiteira, pergunto: qual é o motivo do preconceito de alguns quando uma lactação é aferida com a utilização destes hormônios, se os próprios produtores de leite os utilizam?

Resposta 1

É uma ótima pergunta. É sabido por todos que o bST aumenta em 20% e as vezes mais o leite das vacas, também já esta provado que o uso deste hormônio no momento certo melhora também a parte reprodutiva da res, e no meu entender não tem problema nenhum usar este tipo de ferramenta se a finalidade da fazenda é única e exclusivamente a produção de leite, porque digo isso, pois o bST pode mascarar a seleção animal de quem vende genética, podemos selecionar animais que respondem melhor ao hormônio e não animais que transformam melhor capim em leite e acabar vendendo gato por lebre. Outra coisa que me preocupa é a meia-bomba, que seria animais que ficam no meio do caminho, com uma lactação muito boa se estiverem criados a pasto ou muito ruim se tiverem no cocho e sendo turbinados, por isso a lactação de 6 – 7.000kg me deixa com o pé atrás, agora se os criadores fossem obrigados a dizer se deram bST ou não, certamente seria uma grande ajuda ao Gir como um todo.

Abraços

Zé Eduardo

Resposta 2

A somatotropina liga-se ao fígado estimulando a produção de IGF-1 permitindo que as células produtoras de leite utilizem os nutrientes para produzir leite. Com níveis mais altos de IGF-1 no sangue as células produtoras de leite utilizam mais nutrientes e, portanto, há uma maior produção de leite. A somatotropina recombinante bovina suplementa a produção natural de somatotropina endógena com ação idêntica .

A utilização de somatotropina para aumentar a produção de leite, é sem dúvida uma ferramenta muito útil na pecuária leiteira. No entanto deve ser usada com cautela e bom senso, pois ela aumenta a eficiência de utilização de alimentos,direciona os nutrientes ingeridos pela vaca para a glândula mamária, mantém o pico de lactação por mais tempo.Os animais tratados com somatotropina devem receber uma alimentação diferenciada, semelhante a animais de alto potencial de produção, assim como um excelente manejo, pois o que é uma ferramenta útil pode se tornar perigosa se não for usada corretamente ( relação custo benefício ) .

Todos os trabalhos publicados , lendo rapidamente mesmo pela internet , relatam o uso do hormônio em raças tipicamente de produção leiteira exclusiva ( holandesa , ou mestiças – girolandas ) . Não há de acordo com a maioria das fontes de pesquisa efeitos nocivos á saúde humana , sendo o uso do hormônio aceito em alguns países e seguro conforme estes trabalhos publicados . Conforme já citado , a ação do hormônio é idêntica ao endógeno , mas sua utilização é obviamente artificial , se fosse exclusivamente natural , todos os animais produziriam – no em altas concentrações e em longa duração , não significa por isso que não seja útil , pelo contrário , os resultados em rebanhos excelentemente manejados , aumentam cerca de 20% ou mais da produção .

Alguns itens que devem ser levados em conta :

1) As alterações de queda natural da produção , devido aos hormônios próprios do animal , são intimamente ligados com as condições que o mesmo se insere , a rusticidade ás vezes lembrada do gir se complementa mais com uma pecuária mais rústica , á base de capim , sal mineral e um bom manejo ...dispensando alimentação mais onerosa e cuidados mais intensivos , típico do gado holandês. 

2) O custo benéficio é mais evidente em raças que já possuem a produção de leite como o grande diferencial , por mais que muitos contestem , gir é gir e holandesa é holandesa , a não ser que inventem também a aplicação de genes de outra raça ....

3) O hormônio citado , com ótimos resultados em tantas biografias , não é o único que se utiliza , infelizmente há pessoas que possuem um arsenal de muitos outros , e até mesmo gás é utilizado nos úberes ( e tenho certeza que o gás é artificial .....) Me lembro de vaca que morreu durante exposição famosa por esse “turbinamento ” e foi retirada rapidinho pra não causar muito reboliço ...

4) No meu ponto de vista a contribuição genética do gir deve ser a grande variante , principalmente em cruzamentos e daí sim , conseguir animais que tem a finalidade restrita de produzir leite ( o girolando , sem dúvida melhor opção para o país ) . A raça gir é única por muitos aspectos , não entendo a fissura pelo leite ...ainda mais porque definitivamente leite não é o famoso “ouro branco ” citado poeticamente . Isso não significa é claro , que a variante leite não deva ser selecionada , é óbvio que o melhor animal é aquele que reúne o maior número de qualidades ...mas tudo tem seu limite , perfeito mesmo , apenas quem criou esses animais ...

São apenas opiniões , não tenho como objetivo algum ferir as idéias ou métodos utilizados por ninguém , mas sem dúvida o rumo que a raça gir está levando deve ser cada vez mais discutido , em prol do melhor para a raça . 


Rafael


Resposta 3

A meu ver, o maior problema é ter que evitar a prenhez da vaca por um período absurdo. Sem um cria por ano (como é o ideal para uma matriz gir), não vejo muita lógica em utilizar esse tipo de recurso que se adequa muito mais à raças européias. 


A. André L. Pinheiro

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pergunta do dia

Considerando o uso dos hormônios aplicáveis (BST, Lactotropin) na pecuária leiteira, pergunto: qual é o motivo do preconceito de alguns quando uma lactação é aferida com a utilização destes hormônios, se os próprios produtores de leite os utilizam?

Clique aqui e veja como é viável sob o aspecto econômico a utilização dos hormônios

Clique aqui e leia mais sobre o assunto

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Animal em Destaque: Galocha JR

Galocha - 4.228 kg/365 dias
Krishneto ENA x Atriz JR

Galocha é uma das mais importantes matrizes do rebanho de José Lúcio Rezende, da Fazenda Santo Antônio, Matozinhos/MG.

Produziu 4.228 kg em sua primeira lactação (em controle leiteiro oficial). Além disso, é filha de Atriz (Dalat), doadora de altíssimo nível com Krishneto ENA, consagrado reprodutor leiteiro.

Parabéns ao criador, este é o Gir Leiteiro completo, que soma raça, caracterização e leite.