Aqui a raça é pura, sem mistura...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Como fazer um ótimo Girolando meio-sangue


* Homero Gontijo Morais Filho

O título deste artigo não tem a menor intenção de soar pretensioso, nem eu como autor, de me posicionar como um professor, mas foi com grande honra que recebi um convite do editor desta revista para tecer algumas considerações a respeito da criação de bezerras Girolando ½, assunto do qual tenho a experiência de um curso incompleto de veterinária na UFMG e a vivência de alguns anos criando e observando o gado. Peço ao leitor que considere meus comentários como simples observações de curral, sem quaisquer embasamentos teóricos ou acadêmicos, feitas a partir de aproximadamente 4.000 partos de Girolando ½ que presenciei em minha propriedade, base esta que considero um parâmetro razoável.

Pois bem, o fator que considero primordial, ao se observar um lote animais Girolando 1/2 é a padronização, esta aliás, difícil de ser atingida, por se tratar de um cruzamento de animais de raças totalmente distintas (heterose máxima) e de variadas linhagens. Em termos gerais, no quesito pelagem, o mercado aceita mais as fêmeas pretas, as bargadas, as gargantilhas (angolinhas) e as mamonas (chitadas). As várias nuances de pelagem do Gir permitem uma combinação de 73 tipos de pelagem possíveis, existindo portanto uma grande “margem de erro”. Observei que touros holandeses pretos em vacas Gir claras e touros holandeses brancos ou pintados em vacas Gir vermelhas tendem a padronizar mais nas bezerras as pelagens desejadas, o que não é regra, considerando-se é claro o fato de que vacas claras podem ser filhas de vermelhas e vice-versa, o que influi muito no resultado. Para aumentar ao máximo a padronização, uso sempre um touro preto e um mais claro, da forma descrita. Quanto mais touros, mais despadronização. Animais zebus amarelados ou acinzentados não são aceitos, sinal de que a vaca não é tão Gir. Quanto mais pura a vaca Gir, melhor será a filha ½ sangue. Posso afirmar também, curiosamente, que quando se usa um touro Gir em vacas holandesas, aumenta a variação das pelagens nas irmãs ½ sangue, e a porcentagem de fêmeas castanhas, em média.

Seleção de gado não é regra nem matemática, e em Zootecnia 2 + 2 pode não ser 4, mas sim 2, ou 22, como diria um sábio criador antigo. Aliás, sem querer ser romântico, ainda existem na seleção pecuária circunstâncias regidas pela mãe natureza que a ciência não pode mensurar ou interferir.

Minha experiência acadêmica diz que não há diferença entre usar boi europeu com vaca zebu ou boi zebu com vaca européia, o resultado seria o mesmo, pressupondo que ambos são puros, mas não foi isso que observei. Será que novamente os antigos sábios têm razão quando dizem que “o boi domina a vaca?” As filhas de touro Holandês parecem europeizadas, e as de boi Gir, azebuadas, apesar de serem ambas ½ sangue. Isto seria uma vantagem do uso do touro Holandês, uma vez que se busca fêmeas com tipo para leite?

Outro fator importante é a facilidade de parto. Por se tratar de cruzamento (os animais nascem mais vigorosos) é imprescindível usar touros holandeses com alta facilidade de parto. Outra observação: filhos de touros Gir em vacas holandesas nascem maiores que os filhos de touro Holandês em vaca Gir. Isto seria pela seleção por facilidade de parto que já temos no touro Holandês, e que inexiste no touro Gir, ou mais uma particularidade desconhecida? Bezerros Gir puros nascem sabidamente menores.

Outra preferência do mercado é pelas fêmeas com forma leiteira acentuada(boas de costelas , angulosas, pescoço feminino, paletas delicadas, ancas robustas) item presente nos lineares dos catálogos dos touros holandeses com alguma confiabilidade, e ausente nos Gir, pela ausência de provas com grandes volumes de testes e confiabilidade. Seria mais uma facilidade para trabalhar com touro Holandês?

O mercado prefere também as fêmeas com tetas pretas, em detrimento das fêmeas de tetas claras, sob o argumento de que a sanidade do sistema mamário destes animais é melhor. Na faculdade aprendi que isto não existe, simplesmente a cor negra mascara visualmente a aparência suja das tetas que pode ser facilmente verificada nas claras. Quem tem razão?

Um defeito que o mercado não perdoa é o temperamento ruim, motivado claramente pela dificuldade de se manejar uma vaca de leite brava. Animais que “lançam as orelhas”, “jogam o rabo no lombo”, ou trombam em porteiras são indesejáveis. Neste quesito, mais importante que a genética é o manejo do criador, desde a primeira mamada da bezerrinha, com jeito e calma, acostumando-a ás pessoas, ás cordas e ao movimento no curral. Bezerras soltas no pasto com as mães ficam inegavelmente mais difíceis, e isto pode definir um negócio.

Observando-se as características relatadas, trabalhando com touros holandeses bons de tipo(isso faz diferença) e com leite mediano a alto, aumenta a margem de acerto. Não posso afirmar que filhas de touros top são sempre melhores do que filhas de touros mais “populares”. Será que a heterose dilui a genética e aproxima os animais, em virtude do choque? Deve ser observada, portanto, a viabilidade econômica de se usar sêmen caro. O adicional de leite do touro observado isoladamente não traz bons resultados. O animal é um conjunto complexo, e não um úbere ambulante. Se pudermos usar um touro com leite alto, bom tipo e uma vaca com família leiteira conhecida, seria ótimo, embora eu possa afirmar que a boa performance leiteira do Girolando vem do Holandês, e não do Gir. É curioso observar hoje inúmeras propagandas de vacas Gir com lactações de Holandesa ou até maiores. Pergunto: Quanto seria o leite de uma ½ sangue filha dessas vacas? Faz sentido uma vaca Gir dar mais leite que uma filha ½ sangue holandêsa?

Finalizando, o que não se deve fazer jamais é trabalhar com touros fracos, “bois de boiada”, Gir ou Holandês, bem como com vacas que não sejam puras e boas mães, perdendo-se todo o vigor híbrido, resultando em um ½ sangue fraco, que não trará qualquer resultado a seu proprietário. Origem e credibilidade são muito importantes nesse mercado.

*O autor é criador de Gir e Girolando ½ em Dores do Indaiá e Luz - MG. Contato pelo site www.indaya.com.br ou e-mail: homero@indaya.com.br

Créditos: Publicado na revista Gir online, ano 7, número 29 dezembro-2007

terça-feira, 20 de abril de 2010

Leilão Gir Organização Mamedi Mussi

Leilão que acontecerá quinta-feira, dia 22/4, com transimissão pelo Terraviva, acessorias da Gleite e Eduardo André, e leiloeiras Leilopec e Nova Leilões.
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Infelizmente o catálogo não têm fotos dos animais a serem vendidos, mas contém os pedigrees, destes alguns interessantes, principalmente os animais POI.
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A Organização Mamedi Mussi é tradicional no Gir e cria há 71 anos, vale a pena acompanhar o leilão.

Animal em Destaque: Argélia da Lapa Vermelha


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Túnel do tempo.


Anabela R, vaca muito importante para historia do gado gir brasileiro. Mãe de Chave de Ouro, touro considerado um dos simbolos da linhagem R de Rodolfo Machado Borges.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Comentários sobre o artigo "Em favor do Gir"

Colegas Giristas, bom dia.
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Por intermédio da postagem do Rodrigo, fui até o referido artigo, cuja autoria pertence ao nosso par Colombiano Sr. Restrepo.
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Em consideração ao lá escrito, é certo que a ciência pode ajudar em quase todas as áreasda atividade humana. Em umas mais, em outras menos e em algumas, de nada serve.
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Em relação às últimas:
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- As equações, as médias, os desvios padrão, as altas herdabilidades e principalmente as "MODAS", utilizados como parâmetros na busca frenética por melhoria na produção de leite, é ciência de alto nível, mas deu RGD's de Gir para mestiços.
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Portanto, em padrão e beleza raciais - como deseja o Sr. Restrepo - a ciência além de ser inócua, atrapalha.
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Fico imaginando a modéstia da Sra. Nádia Sab, que olhando diáriamente as Vacas e os Touros que cria, consegue ainda ter a generosidade de pedir desculpas às feias.
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Uma outra constatação que relativiza a condição "sine qua non" da ciência é a produção leiteira no Brasil, pelo menos em sua grande parte.
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É corrente que a vaca Girolando é a grande responsável pela renda de quem tira leite. Aqui, uma pergunta: Quais Cientistas, Entidades Científicas ou Técnicos, foram responsáveis pelo surgimento do Gado Girolando?O Gado Girolando é resultado das observações e trabalho empírico dos Fazendeiros tiradores de leite.
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A vaca Girolando é anterior e muito melhor que a Gir Leiteiro, mesmo sem ciência. O texto do Sr. Restrepo também revela que a importância do Teste lá de Goiás anda sendo muito mal promovida.
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Pela relação que informou ter com o coordenador do referido Teste, Dr. Ivan Ledic, deveria saber que lá estão sendo avaliados um bom número de Touros Gir Padrão. Desta maneira, os criadores de Gir Padrão não estão assim tão avessos aos procedimentos acadêmico-científicos.
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De resto, falar de gado leiteiro exige alguns "atributos", ao passo que viver de gado leiteiro exige outros.
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Tudo de bom e boa sorte a todos.
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Alzeir Campanati Antunes
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Olá Rodrigo!!
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Parabéns pelo texto, é claro e objetivo, bateu no ponto chave de tantos textos sem base e parâmetros, digo por mim, lavou a alma de muitos giristas.Todo GIR tem que ser PURO, com leite, caracterizado e belo.
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Como já dizia o imortal poeta,Vinicius de Moraes: "As feias que me perdoem,mas beleza é fundamental."
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Nádia Sab (Gir da Americana)
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Rodrigo,
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Muito coerente e oportuno o seu artigo "Em favor do Gir". Tenho acompanhado as discussões publicadas no portal GirBrasil e observado algumas manifestações no sentido de generalizar o exteriótipo atribuido ao "Gir Padrão" ou "Gir Puro", enfim, ao Gir. Oportunamente, tenho tentado esclarecer, através de alguns exemplos, que vários (e não somente 2 ou 3) criadores dessa vertente estão submetendo os seus animais às avaliações de touros (TP GirGoiás) e ao controle leiteiro oficial. Ao mencionar os resultados obtidos na Fazenda Lapa Vermelha e na Nossa Senhora das Graças, o faço apenas por conhecer de fato, o trabalho realizado em ambas as propriedades. Mas, não são as únicas. Realmente, são muitas as propriedades que estão aderindo a essa tendência.

Concordo com voçê quando reclama daqueles que ignoram os benefícios de tais iniciativas, porém, respeito a opção de cada um. Nós sabemos quem são esses criadores e, muitas vezes, os motivos pelos quais adotam essa postura. No entanto, devemos estimular a todos que tomam as referidas iniciativas.

Sempre deixei claro que acredito na capacidade produtiva do "Gir Padrão" e, hoje, já posso afirmar que estava certo. Aliás, as minhas impressões e opiniões estão expressas nos textos que escrevi e que foram publicados neste blog e no portal GirBrasil.

Aproveito a oportunidade para fazer uma correção no texto "Gir puro leiteiro - um sonho que se torna realidade": Quando utilizei a palavra "excêntricos" para qualificar os criadores formadores de "linhagens", foi por absoluta falta do termo adequado à circunstância. Confesso que ainda não encontrei o adjetivo ideal, mas, poderia dizer "determinados e visionários criadores/selecionadores".

Abraços,

Ramilton Javiktson

Gir-PO ganha reforço

Guilherme Ricaldoni e Rodrigo Simões
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Está de volta ao Blog Gir-PO, Guilherme Ricaldoni, criador de Gir em Carmópolis-MG, na Chácara Beira Rio (marca BRG) - www.girbrg.blogspot.com
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Guilherme que é um dos fundadores do blog, juntamente com Rodrigo Simões (ambos na foto acima), havia "tirado férias" deste veículo de comunicação da raça Gir para se dedicar ao curso de Zootecnia, e agora está de volta.
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O Gir-PO agradece e comemora!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

ASSOGIR


Balanço de inscrições para a ExpoZebu

Faltando 20 dias para o início da ExpoZebu 2010, a ABCZ contabilizou até o dia 8/4 um total de 3.052 inscrições de animais, que irão participar da exposição. Até o momento, a raça com maior número de inscrições é a Nelore, com 854 animais.
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A segunda raça mais representada na ExpoZebu é a Gir Leiteiro, com 756 exemplares.
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Na sequência está a raça Brahman, com 441 animais. A raça Guzerá conta até o momento com 380 animais inscritos, seguida das raças Tabapuã (236), Sindi (149), seguida pelo Gir com 57 inscrições e Indubrasil (47).
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Especificamente para o campeonato Matriz Modelo, foram inscritos um total de 63 animais das raças Brahman, Gir Leiteiro, Guzerá, Indubrasil, Nelore, Sindi e Tabapuã. Já para o tradicional Concurso Leiteiro foram inscritos 132 animais, sendo 81 exemplares da raça Gir, 37 da raça Guzerá e 14 da raça Sindi.
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Em breve, a ABCZ divulgará o número oficial de inscrições, uma vez que faltam ainda serem concluídas aproximadamente 100 inscrições.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Em favor do Gir

Recentemente li uma matéria no Portal do Gir (http://www.portaldogir.com), escrito por um certo criador que não lembro o nome nem havia anteriormente ouvido a respeito do mesmo.
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No artigo em questão ele dizia categoricamente que Gir Padrão não é produtivo. Dizia que teve uma experiência desastrosa quando tirou leite de um lote de vacas consideradas desta vertente e oriundas de um, segundo ele, tradicional rebanho de Gir, inclusive com histórico de campeão da ExpoZebu.
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Correto. Imagino que tudo isto deve ser verdade, faz sentido. O que não pode ser difundido é a falsa idéia de que todo e qualquer rebanho de Gir que não seja oriundo das marcas CA, Cal, Brasilia, Kubera, e alguns outros também não é leiteiro. Também não se pode, de maneira nenhuma, afirmar que por ser caracterizado e não-filho de touro de sumário, o animal não é Gir Leiteiro.
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Gir Leiteiro é uma caractrística adquirida, regulada pela ABCZ, onde basta a matriz produzir algo em torno de 3.000 kg durante um ano, em controle oficial. A ABCGil faz um trabalho de fomento na produção de leite, muito bem feito por sinal, mas não são apenas os sócios desta entidade que são donos desta vertente, que por sinal não é raça, como tem sido propagado.
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Pois bem, quero com este breve texto, salientar que existem muitos animais Gir Padrão (lê-se Gir dentro do padrão racial, definido baseado em critérios de seleção secular no país e milenar na Índia), produtivos tanto quanto e até mais que muitos outros considerados Leiteiros só por serem oriundos de 3 ou 4 plantéis que dominam o mercado. Isso é fato.
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Eu mesmo, possuo matrizes que beiram 10.000 kg de lactação em um ano, sistema 2 ordenhas/dia, que são totalmente padronizadas. Qual é o motivo disso? Acho que foi o fato de ter selecionado a característica produção de leite ao longo de mais de 70 anos de seleção. E não só leite; precocidade, temperamento, longevidade e por que não caracterização racial? Por acaso é ruim ou "feio" ser bonito? Quero entender o preconceito contra beleza.
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Pois bem, hoje é muito fácil surfar na onda, comprar 2 ou 3 animais caros em leilões e vir falar alto sobre o que é certo ou errado, o que é Gir ou não é. O que é importante ou não. E ainda vir dizer quem são os pilares, que fez o trabalho importante e quem tem garantia de produtividade.
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Por outro lado, venho culpar os criadores que ainda torcem o nariz para provas zootécnicas dizendo que não precisam provar nada pra ninguém, que sabem muito bem que seu gado é produtivo..., pela situação do mercado. Quem não liga pra isso também não quer receita. Não quer ter retorno pelo seu trabalho. Dentro dos criadores de Gir Padrão, temos 2 ou 3 que estão se esforçando pra provar o real valor do Gir Puro, porque nao chamar assim? Puro e leiteiro. E estão se dando bem.
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Enfim, é necessário ter cuidado ao afirmar o que é Leiteiro; não só Sansão, Everest e Benfeitor são... tem muita coisa boa fora disso. E para mudar esta mentalidade, só com trabalho. Se não for por sua causa, faça em favor do Gir.
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Rodrigo Simões

ABCGil

Comemorando seus 30 anos de existência, a Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGil) terá eleição da nova diretoria. O atual presidente Sílvio Queiroz Pinheiro concorrerá à reeleição.
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O pleito será no dia 6 de maio, com início às 9h. O local será divulgado no site da ABCGIL (http://www.girleiteiro.org.br).
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No dia 5 de maio, a entidade divulga o resultado do 18º Grupo do Teste de Progênie, evento a acontecer no Salão Nobre da ABCZ,no dia 05/05/2010 ás 09:00hs. Também ocorrerão eventos alusivos aos 30 anos da associação e aos 25 anos do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro.
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Reportagem: ABCZ

quarta-feira, 31 de março de 2010

Animal em Destaque: Lindida da Lapa Vermelha

Lindida da Lapa Vermelha - 9.889 kg/365 dias
Tacaré x Yapora
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Fechou o controle leiteiro oficial da ABCZ, a matriz Lindida. Até o momento é a mais produtiva matriz do rebanho Bey.
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O controle foi realizado em sistema de 2 ordenhas/dia, o que reforça o enorme potencial desta também muito caracterizada e reçuda fêmea Gir-PO.
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Prova também a capacidade de seu pai, Tacaré ZS, em transmitir leite para suas filhas.

terça-feira, 30 de março de 2010

Nota do editor

Caros amigos,
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Venho, por meio desta mensagem, agradecer os amigos que sentiram falta das matérias no Blog Gir-PO, que ficou mais de uma semana sem atualizações.
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Por motivos particulares que envolvem trabalho e família fiquei sem possibilidade de atualizar este espaço de divulgação e fomento do Gir, a raça bovina mais completa e versátil do mundo.
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Estamos de volta!

ExpoZebu 2010

Faltando apenas um mês para o início da maior feira de pecuária zebuína do mundo, a 76ª ExpoZebu, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), organizadora do evento, divulgou hoje (29/03), a programação oficial da feira. A programação já está disponível no site www.expozebu.com.br/2010.
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A ABCZ esclarece, entretanto, que a programação oficial está sujeita a alterações. Em breve, deverão ser confirmados os shows regionais e a data correta de realização da tradicional reunião das Comissões Permanentes de Agricultura da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, realizada desde 2007 durante a feira.Ao todo, serão realizados durante a ExpoZebu 2010, quarenta e três leilões e seis shoppings de animais. Os animais procedentes de mais de 700 km começam a chegar no dia 22 de abril.
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A feira será realizada entre 28 de abril e 10 de maio, no Parque Fernando Costa, em Uberaba.
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Reportagem: Laura Pimenta (ABCZ)

1ª Expo. Estadual Sul-Matogrossense do Gir Leiteiro

Boa tarde Rodrigo,

Informo-lhe que a grande campeã da 1ª Exposição Estadual Sul-Mato-Grossense do Gir Leiteiro, realizada durante a Expogrande 2010, foi a vaca jovem Promessa Pantanal, filha do Impressor de Brasília na Fabel Utopia, de propriedade de Denilson Lima de Souza.
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Promessa Pantanal participou também do torneio leiteiro, sagrando-se campeã vaca jovem, com produção média diária de 19,735 kg. Foi ainda melhor úbere jovem na pista de julgamento e no torneio leiteiro. Fabel Utopia, mãe de Promessa, é filha do Nobre da Cal e foi campeã vaca sênior na mesma exposição, além ter sido reservada grande campeã do Torneio Leiteiro.
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A exposição foi homologada pela ABCGIL - Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro.

Abraço,

Denilson Lima de Souza

quarta-feira, 17 de março de 2010

ExpoGir Avaré 2010 - EMAPA

Foi um sucesso a exposição de Avaré, confiram algumas fotos do evento:
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Giristas à frente da casa do Gir

Grande Campeã Gir Padrão

Giristas durante almoço
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Novilha campeã do Gir Padrão

Casa do Gir

Parabéns aos organizadores, especialmente ao amigo José Augusto Barros.

terça-feira, 16 de março de 2010

Túnel do Tempo: Homenagem a Zeide Sab


Nesta sessão, mostramos um conjunto homogêneo de vacas ZS. Em homenagem ao saudoso Zeide Sab, um dos maiores criadores de todos os tempos.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Raças zebuinas vendem mais sêmen em 2009

Segundo matéria publicada pela jornalista Laura Pimenta da ABCZ, a ASBIA (Associação Brasileira de Inseminação Artificial) divulgou relatório da movimentação de sêmen no Brasil em 2009.
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"No geral, foram comercializadas no país 9.160.863 doses, 11,65% a mais do que em 2008.
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Segundo o relatório, a evolução da inseminação artificial no Brasil nos últimos dez anos foi maior para as raças leiteiras, que apresentaram uma evolução de 68,89%, enquanto as raças de corte apresentaram evolução de 51,9% no mesmo período.
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As raças zebuínas foram mais uma vez destaque nas vendas divulgadas pelo relatório. A raça nelore foi responsável pela comercialização de 2.291.025 doses de sêmen, seguida da gir leiteira com 579.233 doses, (...) o gir leiteiro mocho vendeu 1.470 doses".

Morreu Bey 3530 (Issarinha)

Bey 3530
Tacaré ZS x Issara
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Morreu em decorrência de uma pneumonia, na Fazenda Lapa Vermelha.
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Deixou importante prole.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Enquete: Sucessão na ABCGil

Na enquete que se encontra em votação, perguntamos:
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Na sua opinião, quem deve ser o próximo presidente da ABCGil?
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Até o momento temos cerca de 700 votos, mostrando interesse dos internautas giristas no processo de sucessão política da Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro.
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A enquete oferece 6 difrerentes nomes como supostos candidatos, vale frisar que destes apenas um assumiu que é candidato, o atual presidente Silvio Queiroz, que irá disputar a reeleição; os demais são pessoas que julgamos atuantes no Gir Leiteiro e com história suficiente para pleitear tal cargo, embora nenhum deles tenham confirmado a possibilidade de disputar.
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Silvio Queiroz, João Machado e Kinkão, são os mais votados até o momento, com a seguinte porcentagem de votos:
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João Machado Prata Júnior
1º lugar
240 votos
33%

Joaquim Noronha (Kinkão)
2º lugar
231 votos
31%

Silvio Queiroz
3º lugar
228 votos
31%

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Em quarto lugar segue na disputa Dr. Gabriel Andrade com 13 votos, em quinto Carlão da Publique com 9 votos e em último, Eduardo Falcão com 7 votos.
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Esta disputada enquente ainda está em aberto, com 15 dias para seu encerramento, deixe sua opinião, participe!

Portal do Gir

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Parabéns ao colega Rosimar; o recém lançado Portal do Gir ficou realmente muito bom. Um site de alta qualidade, com conteúdo de primeira.
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Acho que todos já tiveram o prazer de acessar o link http://www.portaldogir.com e conferir as principais notícias do mundo do Gir atual. Quem ainda não entrou está perdendo.
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Desejo sucesso ao amigo nessa nova empreitada!

terça-feira, 9 de março de 2010

Por Ivan Ledic

Muito interessante e pertinente os comentários do criador Ramilton Javiktson da Silva Rosa, de forma neutra e imparcial discutindo fatos e realidades.
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Gostaria apenas de dizer que o que existe é sistema de produção ou exploração com dupla finalidade, mas não o animal em si. Todos os animais leiteiros, no caso de machos e fêmeas descartadas e excedentes podem ser comercializados para abate, bem como servir para cruzamentos industriais e mesmo como reprodutores em rebanhos puros para carne. Animais leiteiros são ótimos conversores de alimento em ganho de peso...
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Quanto às lactações “produzidas”, essas representam tão somente 1% do total das lactações do Gir sob Controle Leiteiro Oficial acima de 7.000 kg. Aliás, a vaca FB Caldeira atingiu os 7.000 kg numa época em que não existiam técnicas para aumentar a lactogênese, tanto que esse recorde só foi superado 10 anos depois.
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Não se pode denegrir uma raça ou um contingente de criadores ou rebanhos que usam de produtos químicos e estimulantes (e ração tb é) para que os animais expressem seu máximo potencial de produção. Em todas as raças isso é efetuado, nas taurinas e tb girolando (recordes de mais de 76 kg por dia). Se o mercado tem valorizado isso, problema de quem faz o investimento.
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Meu conceito para animais nos trópicos sempre foi de vacas produzindo de 3 a 5 mil kg de leite na lactação, de forma econômica e viável aos nossos sistemas de produção.
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Beleza é uma das características mais subjetivas, que varia conforme preferências pessoais e sujeitas a modificações conforme a época e critérios de seleção e acasalamentos. Por sua vez produção e produtividade é a razão máxima de quem é e quer ser pecuarista....
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Quanto à pelagem, um dos touros que mais produziu filhos e que participou da formação da maioria dos rebanhos era de Evaristo de Paula, o White, cujo registro foi rejeitado por ser de pelagem branca – “post mortem” foi considerado seu registro pela qualidade da descendência. Devemos distinguir despigmentação, que é na pele, da cor clara dos pêlos. Pior é deixar de registrar animais porque tem na vassoura da cauda pelos brancos....
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O Gir por possuir tanta variação de cores de pelagem (vermelha, amarela, rosilha, moura de vermelho, moura clara, moura escura, chitada de vermelho, chitada de amarelo, vermelho chitada, amarela chitada, vermelha gargantilha, amarela gargantilha), com os acasalamentos que são efetuados, novas variantes podem surgir, como muitos atualmente apresentam pelagem ‘pampa’ e cinzas (efeitos de combinações na medula do pêlo devido quantidade de eumelanina – de cor acastanhada ou preta e, de feomelanina – de cor avermelhada ou amarela).
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Enfim, as categorias de registro tb não indicam superioridade ou inferioridade produtiva, apenas o fato de estar sendo controlados qto a inventários de registros, sendo que deve existir muito Gir ‘cara limpa’ puro de excepcional qualidade, de tipo e produtividade. Aliás, nos DNAs mitocondriais, foram encontrados muitos touros POI com alelos taurus...
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Ivan Luz Ledić
Médico Veterinário
M.Sc. Melhoramento Animal, D.Sc. Produção Animal
Diretor Técnico da Assogir

Animal em Destaque: Jango da Saudade

Jango da Saudade
Krishna II x Dançarina da Saudade (Jalam Camila)
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É com prazer que venho divulgar foto do animal acima, se trata do touro Jango da Saudade, oriundo do rebanho de Alberto Motta, marca ADAO, e propriedade do companheiro Antonio Frederico Magalhães, mais conhecido como Freddy.
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O animal que além de muita caracterização e raça esbanja excelente forma, é criado totalmente pasto e sal mineral, e reúne em seu pedigree genética dos planteis ADÃO, ENA, HL, EVA E JZ.
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Parabéns Freddy, aguardo agora fotos de sua produção.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Comitiva de giristas visita rebanho Bey

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No dia 6 de março de 2010, sábado, a família Simões recebeu na Fazenda Lapa Vermelha, comitiva de giristas goianos liderada por Gilmar Cordeiro além dos mineiros José Lucio Rezende, Haroldo Paulino, Zé Alfredo e Mauricio Barreto (foto acima).
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Foi uma dia intenso, no qual todo o rebanho Bey foi apresentado seguido de um almoço muito animado (foto abaixo).
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Na foto abaixo, giristas observam a matriz Harpa da Lapa Vermelha, uma das mais importantes e leiteiras matrizes do criatório.
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Gostaria de agradecer aos amigos pela agradável visita, as portas da fazenda estão sempre abertas para vocês.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Por Ramilton Javiktson

♦ O blog Girbrasil publicou recentemente, o artigo intitulado “O GIR LEITEIRO “PURO” UMA REALIDADE NA AMÉRICA LATINA” de autoria do Dr. Ivan Ledic.

Gostaria de aproveitar a oportunidade para discutir alguns temas ali tratados, bem como outros assuntos que me parecem pertinentes. Antecipadamente, peço desculpas pelas limitações “técnicas” e gramaticais.

O GIR PURO “LEITEIRO” – UM SONHO QUE SE CONCRETIZA.

O principal propósito deste texto é apresentar argumentação e informações, com a intenção única e exclusivamente de enriquecer o debate que envolve o mundo do GIR.

▪ O Dr. Ivan diz “ A raça Gir possui funções bem definidas e distintas, para leite ou para carne”.

▪ Concordo! Inclusive, entendo que, a rigor, o termo “dupla aptidão” não se aplica aos animais de qualquer raça “pura de origem”. Existem indivíduos que apresentam a chamada “dupla aptidão”, mas representam muito pouco em termos percentuais, não justificando referida denominação.

- Animais de “duplo propósito” são, na minha opinião, os mestiços ½ (zebu/taurino), pesados e capazes de produzir, em regime de pasto, quantidades satisfatórias de leite. “O Brasil” produz e sempre produzirá leite oriundo, principalmente, de vacas Girolandas (maioria do rebanho), nos seus diversos graus de sangue.

- Dizem que o “Brasil” vai produzir leite de vacas Gir, a baixo custo. O leite produzido pelas vacas gir, realmente é de baixo custo. E o custo desses animais?

- O Gir sempre contribuiu com a produção de leite no Brasil e continuará contribuindo, como raça formadora do “Girolando”, que é e sempre será a raça (e suas derivações) adequada para a produção de leite nos “trópicos”.

▪ Dois grupos distintos de criadores de Gir se formaram nas últimas décadas, no Brasil. Um, que desenvolveu a aptidão leiteira que a raça Gir possui (Gir Leiteiro) e outro que valorizou as características raciais, dentro de um padrão estabelecido para a raça “Gir Padrão”.

1 - O primeiro grupo, se organizou em associação (ABCGil) e com objetivos bem definidos e de interesses comuns, desenvolveram projetos e os executaram (e ainda executam) com sucesso. Houve um grande ganho de produtividade. Em contrapartida, as características raciais estabelecidas (regulamento ABCZ) se perderam, resultando em animais fora do padrão racial desejado (parte dos animais). Existem vários animais “Gir Leiteiro” bem caracterizados e que se enquadram perfeitamente dentro do padrão racial.

2 - O segundo, formado em parte por criadores / selecionadores “excêntricos” (décadas de 60, 70 e 80), “fecharam” seus planteis e, individualmente, desenvolveram suas seleções, priorizando a caracterização racial, dentro da visão de cada um. Como resultados desses trabalhos, podemos observar:

a – Que, diante da inevitável consangüinidade, alguns criadores formam “linhagens”, com indivíduos mais “ homogêneos” fenotipicamente. Exemplos: Eva, Krishna, “R” , Bey, etc. e, conseqüentemente, perderam o vigor híbrido e a “explosão de produtividade” de alguns indivíduos (parte), preservando outros, ainda muito produtivos;

b - Outros criadores/selecionadores, utilizando-se dessa “genética”, através do uso de reprodutores advindos desses plantéis, entre outros, promoveram a infusão de sangue dos “puros – consangüíneos – extratos” em seus rebanhos, resultando, via de regra, em animais mais produtivos (leite e ou carne) ou com muita beleza racial. Existem, nesse grupo, animais que são pouco produtivos e outros que estão fora dos padrões raciais.

c – Mesmo que involuntariamente, surgiram (nos dois casos “a” e “b”) animais com excelente potencial leiteiro. E, por razões já explicitadas pelo DR. IVAN LEDIC, foram, parcialmente, descartados (principalmente fêmeas) daqueles rebanhos.

d – Nos dias atuais, ainda existem em plantéis de “Gir Padrão” (vários) animais com grande potencial leiteiro.

▪ A Girgoiás, que tem como associados criadores/selecionadores de “Gir Padrão” e “Gir Leiteiro”, desenvolve um Teste de Progênie juntamente com a Embrapa/Assogir, com a finalidade principal de testar novas linhagens, com o intuito de aumentar a base genética da raça Gir (com provas zootécnicas). O resultado da avaliação do grupo “1” será divulgado em 2.011. A maioria dos tourinhos submetidos a esse Teste de Progênie, são oriundos de criatórios de “Gir Padrão” e já mostram resultados satisfatórios.

– Vários criadores de “Gir Padrão”, estão identificando seus animais que se destacam com maior produção de leite, através de controle leiteiro (oficial e de fazenda) e multiplicando-os, utilizando-se de técnicas de reprodução como TE e FIV. Para citar alguns exemplos: Fazenda Santa Clara – Bela Vista – GO; Fazenda Lapa Vermelha – Pedro Leopoldo – MG; Fazenda Café Velho – Cravinhos – SP; Fazenda Nossa Senhora das Graças – Indiara – GO; Fazenda Iporê – Goiânia – GO; Fazenda Coqueiral – Passos – MG; Fazenda Santo Antônio – Bela Vista – GO; Estância Ariramba – Itaberaí – GO; Fazenda Fantasia – Uruana – GO; Estância Prisma – Edealina – GO; citando apenas aqueles que conheço os resultados, dentre várias outros. Todos com resultados satisfatórios (parte do rebanho, é claro).

- Diante dos resultados apresentados pelo controle leiteiro nessas propriedades (vacas com produções diárias superando 35KG/dia e lactações encerradas, ultrapassando 8.000KG/leite) podemos afirmar que o sonho de criar GIR “puro” com boa produção leiteira já é uma realidade e caminha a passos largos.

▪ Conheço animais 7/8 de sangue que foram aceitos para registro em caderneta (LA) pela ABCZ, por (supostamente) possuírem as características mínimas exigidas para o enquadramento na raça Gir e que depois de 02 gerações resultaram em Gir “PO” (intervalo de 06 anos). Alguns dos grandes criatórios de “Gir Leiteiro” ainda mantém animais “LA”. Isso não significa, necessariamente, que são formados por absorção ou, tão pouco, sejam animais inferiores aos da categoria “PO”. Porém, afirmar que não existe a possibilidade de infusão de sangue de outras raças, alegando a auditoria (acompanhamento) feita pela ABCZ, não é seguro.

▪ Se considerarmos que todos os animais importados da Índia eram “puros“ e enquadrados no padrão da raça, a possibilidade de cruzamento e ou infusão de sangue de outras raças, vale tanto para o “Gir Leiteiro” quanto para o “Gir Padrão”, mesmo que em menor escala.

- Podemos encontrar vários animais “PO” que possuem, no mínimo, duas características morfológicas fora do padrão da raça, principalmente no “Gir Leiteiro”, mas também no “Gir Padrão”. As mais comuns são: Orelhas, chifres, giba e umbigo.

Pergunto:

O que vale mais: um animal “LA”, produtivo e enquadrado dentro dos padrões raciais ou outro “PO” que não apresenta nenhuma das qualidades acima?.

- Porém, se considerarmos que nem todos os animais importados eram “puros”, chegaremos a outras conclusões:

1 - Que parte dos animais, principalmente os reprodutores, que se destacaram pela maior capacidade de transmitir características leiteiras e outras funções afins, podiam ser “POI mestiços”. Sabemos que nem todos os animais importados da Índia saíram dos palácios. Fora dos palácios, conviviam animais de várias raças puras e principalmente mestiços. Isso é perfeitamente possível!

2 – Que os animais utilizados para a formação do “Gir Padrão” foram aqueles que apresentaram maior capacidade de transmitir as características raciais do GIR. No entanto, parte desses animais, também transmitiam características leiteiras.

3 – Que os criadores de “Gir Leiteiro”, há décadas, selecionaram os melhores exemplares para a produção de leite e outras funções econômicas desejadas pelos mesmos, independentemente da caracterização racial.

– Considerando o número limitado de reprodutores (aproximadamente 10) utilizados como base para a formação desses rebanhos, formou-se animais produtivos, a exemplo dos seus ancestrais e por conseqüência, algumas famílias com características raciais fora do padrão (desejável) da raça (uma parte).

▪ De acordo com o regulamento da ABCZ, não são passíveis de registro os animais que possuem cor branca (na totalidade do corpo – ponto final).

Dentre as fêmeas avaliadas na Estância Prisma – Edealina – GO, destacou-se uma vaca de pelagem clara (branca) crioula do plantel de ENE SAB, produzindo 36,7 KG leite/dia. Várias outras fêmeas e outros tantos machos, especialmente oriundos do criatório do Dr. Evaristo de Paula (Marca EVA) possuíram e possuem cor branca. A contribuição desse plantel para a formação do “Gir Padrão”, “Gir Leiteiro” e Girolando, no Brasil é INESTIMÁVEL. Além dos herdeiros e sucessores do Dr. Evaristo, outro criatório do estado de São Paulo privilegia a linhagem “EVA” e também muito contribui com a raça Gir e Girolando.

Diante dessa realidade pergunto:

1 - Será que podemos, neste momento, abrir mão de animais com esse perfil e principalmente com essa importância?

2 – Se um dos grandes gargalos da seleção de Gir, em dias atuais, é a endogamia, vale a pena dispensar esses animais?

3 – Quais são, de fato, as conseqüências maléficas causadas por animais desse grupo?
Não conheço nenhum animal que tenha apresentado qualquer tipo de problema, unicamente decorrente da sua cor.

4 - Existem touros que possuem prova excelente, figurando entre os primeiros no ranking da ABCGil e sendo pais de várias filhas premiadas, e de fato superiores. Esses touros estariam fora dos padrões raciais em razão de suas pelagens (cor branca com placas de despigmentação) ?

▪ Outro assunto pertinente, (Que não foi tratado diretamente no artigo do Dr. Ivan), são os índices alcançados pala raça “Gir Leiteiro” nos controles leiteiros oficiais. Aqui, gostaria apenas de deixar uma questão aos prováveis leitores deste texto, especialmente aos criadores de Girolando, bem como aos criadores de Gir que também criam ou criaram Girolando:

- Em toda a sua experiência na pecuária leiteira, quantos tourinhos da raça Holandesa você possuiu ou possui, cuja lactação da mãe era ou é superior a 18.000 KG?

- O “Gir Leiteiro” está dando OLÉ até nas raças especializadas para leite!!!

▪ As “provocações” que faço ao “Gir Padrão” e ao “Gir Leiteiro” não são conflitantes entre si e nem têm o intuito de atingir nenhum colega ou criatório específico. Os exemplos citados são apenas para dar clareza às questões propostas.

▪ Posso afirmar aos leitores que nem todos os criadores de “Gir Padrão” têm a mesma opinião em relação à possível “mestiçagem” do “Gir Leiteiro”. Faço parte de um grupo de criadores que respeita a opção dos criadores de “Gir Leiteiro”. No meu caso, especialmente, sou criador de “Gir Leiteiro” desde o início do meu criatório. Não utilizamos disso de forma apelativa. Apenas, acreditamos ser possível explorar a aptidão leiteira (natural) do Gir, preservando suas características raciais, que o distingue das demais raças zebuínas.

▪ Se “ O GIR DEVE SER MANTIDO COMO GIR DENTRO DA VISÃO DA RAÇA ‘PURA’ EM TERMOS DE INVENTÁRIOS DE PEDIGREES”, (apenas) e as regras (regulamento ABCZ) que são objetivas, com parâmetros definidos, não são respeitadas (análise técnica subjetiva), talvez as mesmas não sejam necessárias. Assim, teríamos apenas “ Zebu Leiteiro”.

▪ Esclareço que sou um pequeno criador de gado das raças GIR e Girolando. Crio e seleciono poucos exemplares do que é considerado “Gir Leiteiro” e outro pouco de “Gir Padrão” (dois deles integram a 2ª e 4ª baterias de touros em Teste de Progênie da Girgoiás/Embrapa/Assogir). Portanto, sou criador de GIR, com foco principal na produção de leite e muito preferencialmente de animais com boa caracterização racial.

Não tenho “partido” e não defendo nenhuma “agremiação” (de Gir). O ideal é que formássemos um só time, lutando pelos mesmos ideais.

Todo o conteúdo desse texto, representa apenas a minha opinião.

Abraços a todos os colegas giristas,

Ramilton Javiktson da Silva Rosa
Estância Prisma – Edealina – GO

Programa GirGoiás é apresentado em Trindade

Apresentação do Programa de Melhoramento Genético da Raça Gir no Estado de Goiás é o tema de evento às 14 horas da próxima quarta-feira, dia 17, no Sindicato dos Produtores Rurais de Trindade.
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O evento vai contar com um público formado por pequenos, médios e grandes produtores de gado da raça Gir; estudantes e profissionais da área. O evento vai ter a apresentação das parcerias de trabalho entre Gir Goiás, Seagro e Laboratório Champion, além de palestras sobre a importância do melhoramento genético do gado Gir, entre outros.
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Mais informações pelo telefone: (62) 3201-8905
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quarta-feira, 3 de março de 2010

Granja do Carlos não realizará seu leilão em 2010


Já vinha se tornando tradição entre os criadores e admiradores do gir padrão acompanhar o Leilão da Granja do Carlos sempre realizado na noite da última terça-feira do mês de abril. No entanto, para a frustração daqueles que já se programavam para acompanhar a edição 2010 do evento, Carlos de Oliveira Costa (à esq. na foto) anunciou através de comunicado no site de seu criatório que não realizará seu leilão este ano. No final, o texto não informa em que ano ocorrerá a próxima edição do Leilão da Granja.

Reproduzimos abaixo os principais trechos do referido comunicado:

"Em respeito a esses amigos e clientes e principalmente a raça Gir, a Granja do Carlos NÃO realizará o leilão neste ano de 2010. Isso porque nas edições anteriores a Granja do Carlos abriu mão para ofertar o que tinha de melhor, desfazendo de animais realmente superiores e que representam a verdadeira essência do Gir, "máquina que transforma a natureza em carne, leite e resultados positivos." para que outros selecionadores pudessem ter em mãos uma semente de uma genética que em nossa visão, dá a esses selecionadores a oportunidade de seguir na seleção desse Gir realmente puro e encantador.

Nas edições anteriores colocamos o que tínhamos de melhor. E para que esse ano não fosse diferente teríamos que abrir mão, mais uma vez de produtos diferenciados que fariam muita falta nesse processo de seleção assim como fazem falta os demais que foram disponibilizados ao mercado. Entendemos não ser prudente colocar o cifrão à frente em um processo de seleção por isso não trabalhamos com a venda de aspirações, embriões, semens ou coisas desta natureza. Utilizamos sim as técnicas modernas de aceleração do processo de seleção, mas não abrimos mão de comprovar o resultado do trabalho antes de colocá-lo no mercado.

Assim sendo pedimos desculpas e compreensão aos que aguardam o leilão deste ano e nos comprometemos a manter a seriedade do trabalho para que o próximo leilão seja mais uma vez uma mostra do que a raça tem de melhor. Aguardem a próxima edição do Leilão da Granja do Carlos seja ela em que ano for, pois certamente será mais uma vez um desfile de beleza, rusticidade, fertilidade e muita raça".

Em se tratando de um veículo sempre comprometido com o sucesso da raça gir, o Blog Gir PO lamenta a não realização da edição 2010 do Leilão da Granja do Carlos. Por outro lado, os motivos apontados pelo criador Carlos de Oliveira Costa devem ser enaltecidos, pois demonstram sua preocupação com a constante evolução da raça gir, o que, obviamente nem sempre caminha no mesmo sentido que o retorno financeiro imediato. De nossa parte, fica a torcida para que a próxima edição do Leilão da Granja do Carlos ocorra já em 2011 e que os lotes disponíveis sejam do mais alto nível.

terça-feira, 2 de março de 2010

COMUNICADO ASSOGIR

NOTÍCIA DA SEMANA
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A ASSOGIR, conforme discutido na última Assembléia, irá disponibilizar espaços para os criadores associados e empresas fazerem propaganda ‘silkadas’ em um veículo Fiat Fiorino ou outro que melhor atenda à Entidade.
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Na próxima semana estará divulgando os espaços disponíveis e valores para que os interessados possam fazer suas reservas. Essa promoção da reserva do espaço será por quanto tempo existir o veículo e a propaganda refeita quando for necessária por desgaste do tempo.
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Dessa forma os criadores e anunciantes estarão circulando por todos os locais de deslocamento como leilões, exposições, centrais, visitas técnicas a criadores e divulgando, além de suas propriedades, o Teste de Progênie GIRGOIÁS/ASSOGIR/ABCZ/EMBRAPA, que terá espaço reservado na traseira do veículo, que também irá colaborar na distribuição de sêmen e controle leiteiro nas propriedades colaboradoras.
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Adiantamos que serão cerca de 10 a 15 espaços (capô dianteiro, para lamas, portas, laterais do furgão e sobre teto), com preços variando de R$2.000,00 a R$5.000,00.
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NÃO PERCAM ESSA OPORTUNIDADE ÚNICA
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Ivan Luz Ledić
Diretor Técnico

segunda-feira, 1 de março de 2010

Sucessão na ABCZ


A atual diretoria da ABCZ já indicou seu candidato à sucessão na ABCZ, é o pecuarista e industrial Eduardo Biagi (foto), criador de Nelore titular da renomada Pecuária Carpa Serrana.
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Eduardo é antigo conhecido da entidade, sendo atual vice-presidente e em duas administrações anteriores compôs a diretoria
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A eleição na ABCZ ocorrerá na primeira quinzena de agosto, e a nova diretoria atuará pelo triênio 2010-2013.

Nota de falecimento

Faleceu no dia 23/02, aos 82 anos, o pecuarista Olavo Cardoso Machado, de Londrina/PR.
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Era o titular da marca OCM, com mais de 60 anos de trabalho voltada a seleção de zebu.
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No Paraná, Olavo Cardoso foi referência na raça Gir, produzindo um rebanho muito respeitado em todo o Brasil.