Aqui a raça é pura, sem mistura...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Túnel do Tempo: REDINO IMP.

Trazido da India por Celso Cid (Fazenda Cachoeira 2C), produziu o grande raçador Redino Bilara DC, e em seguida foi vendido, contribuindo na seleção de criadores da região de Avaré (SP).

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Bi na FEILEITE 2008

José Luiz Junqueira Barros, o amigo Bi da Fazenda Café Velho (Cravinhos/SP), é conhecido pelo seu empenho no fomento da raça Gir e pelo seu criatório campeão. De algum tempo pra cá ele vem investindo em provar animais leiteiros e tem se mostrado competente. Seu próximo desafio é o torneio leiteiro da FEILEITE 2008 (28/10 a 1/11/2008) onde irá participar com um time de 3 reses, são elas:
  1. BONECA ROODHARI DO BI
  2. CANELA DO BI
  3. ENGUIA DO BI (campeã jovem do torneio leiteiro de CAMARU-UBERLANDIA 2008)

Torcemos para que ele mostre a força do GIR PURO SANGUE nessa empreitada.

Boa sorte!

HISTÓRIA DO GIR - Cap. 3


N° 3 - O GIR NA MODERNIDADE

A região Norte tem 4% da raça; a região Nordeste tem 14%; o Sudeste tem 55%; o Sul tem 1% e o Centro-Oeste tem 26%.Existem 750 associados praticando o registro genealógico. Desde 1938 já foram registrados 531.755 animais, sendo que 34.894 são Gir Mocho. Do total, 25.572 foram registrados entre 1995 a 1999 (10 semestre), sendo que 4.042 eram Gir Mocho. No Gir, o ano recente de maior número de registros foi 1998, com 6.085 animais. No Gir Mocho, foi o ano de 1995, com 1.215 registros.Foram vendidas 103.297 doses de sêmen entre 1995 a 1999; sendo que apenas em 1998 foram vendidas 28.734. O Gir conta com dois programas de melhoramento genético para as linhagens leiteiras, enfocando o animal de aptidão mista. Trata-se de testes de progênie de touros, cujas mães e filhas são submetidas a controle leiteiro; e os filhos são submetidos a testes de desempenho em ganho-de-peso.O primeiro programa foi fundado em 1985, por um grupo de criadores, e tem procurado sempre o aperfeiçoamento da aptidão leiteira, destacando recordista das melhores raças leiteiras do planeta. São recordes acima de 12.000 kg em lactações de 365 dias Na busca incisiva do melhoramento leiteiro, este programa dedicou pouca atenção ao enquadramento dos animais ao padrão milenar do Gir tão estimado pelos tradicionais criadores.Surgiu, então, em 1997, o PMGRG -Programa de Melhoramento Genético da Raça Gir, que exige exame de DNA (mitocondrial) para garantir que todos os participantes tenham animais perfeitamente enquadrados dentro do padrão milenar racial - sob comando da Assogirl ABCZ/Ministério da Agricultura.Este novo programa é bastante abrangente, pesquisando leite, carne e outras aptidões do Gir. Afinal, a raça apresenta características alvissareiras para produção de carne de qualidade. Assim, o PMGRG - Programa de MeIhoramento Genético da Raça Gir já começou uma retomada das provas zootécnicas de desempenho para corte, com objetivo de restaurar o brilhantismo das décadas de 1940/50. No mundo moderno não se pode desperdiçar nenhuma potencialidade das raças em exploração, pois qualquer desperdício é sinal claro de prejuizo. Até a Zootecnia Clássica (Biotipologia) afirma que o Gir pode ser um admirável produtor de carne, se convenientemente orientado nessa direção.

Fonte: Os Cruzamentos na Pecuária Tropical - Ed. Agropecuária Tropical
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Cap, 4° - O Gir nos cruzamentos leiteiros (próximo)

Cap, 5° - O Gir nos cruzamentos de corte

Cap, 6° - O Gir Brasileiro para o Mundo

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Gir Internacional: Rancho El Carmen (México)

O Rancho El Carmen, situado no México, seleciona Gir e Girolando.

De propriedade de nosso amigo Sr. Justo Garcia Castro, frequentador assiduo e participante ativo do nosso Blog.

Na foto acima, o touro TITAN (filho de BAHADURSING). Nos próximos dias iremos expor mais fotos de exemplares deste interessante criatório.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Perfil do Novo Criador : Roberto Bolsanello

Roberto Bolsanello é selecionador de Gir no Espirito Santo, e estreia o perfi do novo criador.
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Seu novo contato é (49) 9142-8158 / (49) 9146-2271
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Confira a entrevista:

GIR-PO : Nome - Idade – Origem
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Roberto Ximenes Bolsanello, 26 anos, nascido em Vitória-ES, criado em Vila Velha-ES.
Médico Veterinário com especialização e mestrado nas áreas de bovinocultura leiteira e medicina veterinária preventiva respectivamente.
Filho dos professores Artelírio Bolsanello ( professor aposentado e ex vice-reitor da Universidade Federal do ES) e Eliana Ximenes Bolsanello (professora de Biologia).

GIR-PO : Local e tempo de criatório - Marca e/ou sufixo
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RB : Crio desde 2002, quando meu pai comprou a vaca UFA II do selecionador Walter Alves, de Tombos-MG (um fato interessante é que meu pai quase foi preso pelo DOPS na década de 60/70 protestando contra a Expozebu em Uberaba – ele era Irmão Marista no Colégio Marista de lá – e depois se apaixonou completamente pelo zebu, e hoje ri deste acontecido de juventude...)
Minhas marcas são: RXB e também um B estilizado.
Meu sufixo é LITORAL – devido minha propriedade ficar a menos de 500 metros da praia em Guarapari-ES.

GIR-PO : Gir pra você é leite ou carne? Ou os dois?
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RB : Gir é para leite. Ponto final. Machos para venda a criatórios de gir e girolando. Deixemos a carne com raças mais especializadas. Lógico que nos criadores de girolando, o produto macho pode sim ser aproveitado para abate, sendo mais um extra.
Acredito que GIR só exista um, e esse é o chamado hoje Gir Padrão, ele alia produção leiteira e raça. Quanto mais puro, maior a heterose para se fazer um Girolando de qualidade. Devemos prucurar fazer esse GIR com raça e muito leite para se ter um F1 bem produtivo. Porém não critico os que seguem o chamado Gir Leiteiro, acho válido o trabalho deles, eu inclusive insemino algumas vacas minhas com esses animais, mas por interesse de mercado local somente.

GIR-PO : Controle leiteiro, você considera essa prática essencial para a conquista de mercado ou acha um método de auxilio na seleção? E o sumário de touros?
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RB : Controle leiteiro é fundamental. Precisamos mostrar a capacidade de nossos animais em produzir leite. É uma ferramenta importantíssima para seleção de nossos animais, controle da qualidade do leite e é lógico, uma ferramenta maravilhosa de promoção do plantel. Se todos criadores do Gir Padrão fizessem controle leiteiro, e alimentassem nossos animais como animais para leite, teríamos ótimas surpresas.
Sumário de touros vai servir para acasalamentos. Respeito e acredito como técnico no trabalho da Embrapa. Em breve começaremos a ter resultados do teste de progênie da GirGoiás/Embrapa e acredito que isto mudará completamente o panorama da raça frente ao chamado Gir Leiteiro. Vai dar uma reviravolta no mercado. Quem não vai preferir animais raçudos e provados? Eu acredito que todos nós. E outra, teremos chances de disponibilizar este material genético em centrais de inseminação.
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GIR-PO : Um touro da atualidade que você admira.
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RB : 5 touros e 5 vacas:
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- Cabaré DOBI, Brumano JOR, Maranamu da Saudade, Brinco II e Prema Ena (Lingüinha).
- Hiléia (Carlos da Granja), Hillary, Brisa da Saudade (leiteirissima), Bagdá DOBI e vou puxar sardinha pra minha Cássia Taruma.

GIR-PO: Um touro do passado.
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RB : 5 touros e 5 vacas também:
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- Filmador, Krishna II, Norte J5, Autêntico EVA e Jalam Camila.
- Iene ZS, Gheeta, Querila ZS, Dançarina EVA e Garcinha R.

GIR-PO : Um criatório modelo.
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RB : Prefiro não opinar. Existem e existiram criatórios fenomenais.

GIR-PO : Diga um pouco sobre o futuro da raça.
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RB : O que disse anteriormente. A raça terá uma grande reviravolta quando saírem os resultados do teste GIRGOIAS/EMBRAPA. É a raça do futuro. Leite tropical.

GIR-PO : O que motivou a iniciar a criação de Gir? Teve alguma ajuda de criadores tradicionais?
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RB : Mesmo quando criávamos girolando, éramos apaixonados pelos touros Gir que possuíamos. Estudando, vimos que a raça que melhor se adaptaria ao clima da região e nosso manejo, seria o GIR. Aliamos a paixão com a aptidão da propriedade. E vêm dando muito certo.
Fiz muitos amigos no GIR, a começar pelo Paulo Silva Santos ( Paulão ), que incentivou a começar a criar e que comprei minhas primeiras reses (animais muito bons de ótimas linhagens vindos da região de Dores do Indaiá-MG), sendo o Paulão a pessoa que mais difundiu a raça no ES e que têm grandes animais e também do Dr. Walter Alves que comprei minha primeira vaca.
Hoje tenho mais contato e forte amizade com os grandes amigos da família Motta de Rio Verde ( Mottinha e “Tio” Alberto) que temos uma amizade fortíssima, e me dão muitas dicas e me disponibilizaram a genética dos animais e de seus botijões para mim, além de estarmos diariamente conversando.
Também dos amigos Guilherme Ricaldoni, Freddy Magalhães, Leonardo Rodrigues, Zé Eduardo Mello, Cristiano Nogueira, Caio Sandro, Rosimar Silva, JK, Rodrigo Simões, Rafael, Wagney Leão, Hélio Lemos e José Augusto Barros entre outros...vários desses sou amigo inclusive de suas famílias. E os amigos criadores do ES: Paulão Silva, Carlos Zanata e José Manoel.
Devo aqui também reafirmar a ajuda que sempre tenho em acasalamentos dos amigos Homero Gontijo e Gilmar Cordeiro, pessoas extraordinárias que muito têm me ajudado.

GIR- PO : Pra fechar, uma mensagem aos criadores e amigos do Gir.
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RB : Gostaria de parabenizar os amigos do blog Gir-PO, que têm se consolidado como uma ferramenta essencial aos criadores da raça.
Agradecer a todos os amigos da raça, desde que entrei sempre fui bem tratado, com muito carinho e amizade. O Gir apesar das briguinhas é uma grande família.
E convidar os amigos para visitar o sítio Bolsanello em Guarapari-ES, o melhor balneário do Brasil, desfrutando de maravilhosas praias, comendo a verdadeira moqueca capixaba ( lembrem que: Moqueca só capixaba, o resto é só peixada!) e visitando o Sítio Bolsanello apreciando o GIR DO LITORAL.
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Serão bem-vindos!

Cássia Tarumã (Filmador x Polaca): Doadora de destaque de Bolsanello

Novo quadro - Perfil do NOVO criador

Caros amigos,

Estreiou na semana passada o quadro Perfil do Criador, onde entrevistamos o entendido e antigo criador e especialista em Gir, Hélio Lemos. Na próxima semana será entrevistado outro grande conhecedor da raça, o amigo e criador Gilmar Cordeiro, detentor da marca Gil e um dos herdeiros da marca JOR, do saudoso Jorge Cordeiro.
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Amanhã entrará na rede um novo e similar quadro, o Perfil do NOVO Criador, onde terão espaço os novos criadores de Gir, pessoas que ingressaram há menos tempo e vêm colaborando com o futuro da nossa raça. Na estréia, Roberto Bolsanello, criador capixaba detendor do sufixo Gir do Litoral.
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Espero que gostem, lembrando que estamos sempre abertos a sugestões e críticas.
Saudações.

O Tempo de Seo Celso (LIVRO)

Para adquirir seu livro no valor de R$ 30,00, efetue o depósito na conta do Instituto do Câncer de Londrina:

BANCO DO BRASIL

Agência: 3407-XC
Conta C.: 7455-1
CNPJ: 78.633.088-0001-76
Código ident.: 68377399000/68
Valor: R$ 30,00

Envie a cópia do comprovante de depósito para a Cachoeira através do Fax: (43) 3321-3338 com seu nome e endereço.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

IUCATÃ II - A pedidos...


"Gracias Rodrigo:
Por molestarte en mandarme esas extraordinarias fotos, yo aca en Mexico soy apasionado de la raza Gir. Me gustaria que me consiguieras una foto del toro Iucata me gustaria conocer su linaje. Aqui siempre un amigo.
Sr. Justo Garcia Castro (MÉXICO)."
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Caro Sr. Justo
Agradeçemos muito por sua participação.
O touro Iucatã II, filho do touro Apache na matriz Altaneira, foi proveniente do criatório de Mário Silveira (MAR), estado de Goiás.
Era um touro conhecido, muito bem caracterizado e apesar de ter falecido há bastante tempo, sua genética ainda está disponivel no mercado.
Eu mesmo tenho um tourinho filho dele, que produzi via FIV. Clique no link para ver foto:
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HISTÓRIA DO GIR - Cap. 2

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N° 2: A CONSOLIDAÇÃO DO GIR NO BRASIL
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A raça chegou ao Brasil desde 1911 mas foi no final da primeira Guerra Mundial que, de fato, tornou-se figura comum. Ao chegar ao mesmo recebendo a alcunha de "boi de pagode", a raca Gir por um formidável progresso, a de se perceber, hoje, sua influência na grande maioria das propriedades pecuárias do país.Inicialmente, o sucesso do Gir ficou patenteado pela consolidacão da raça Indubrasil. Assim meados da década de 1930, pecuaristas sentiram a necessidade de tornar as raças puras indianas e o Gir iniciou um "período de ouro",com animais atingindo valores astronômicos.O Herd-Book foi implantado em 1938 no Brasil, e os registros genealógicos demonstram que o Gir era a principal entre todas as raças as, mantendo essa posição privilegiada até 1967. Era a "raça dos cafezais onde produzia leite e carne e ajudava na tração. Também fora dos cafezais o Gir foi destaque durantedécadas seguidas, garantindo o sucesso da pecuária de Goiás e a consolidação da pecuária do Pantanal matogrossense. Durante a Segunda Guerra mundial, os mestiços de Gir chegaram até a receber um preço especial, pela conformação frigorífica e pelo rendimento de carcaça, em Barretos (SP). Nessa época o Gir espalhou-se, de norte a sul, permitindo a ocupação de territórios nunca antes explorados.Na década de 1950, os altos preços já desestimulavam o ingresso de selecionadores, bem como o seu para as longínquas regiões que exigiam, antes de tudo, um gado barato. Ao mesmo tempo, os pequenos criadores dedicados á exploração leiteira passaram a utilizar, maciçamente, o Gir para melhorar suas vacas mestiças e, tal, dispensavam os animais de elite. Então, em meados da década de 1960 para atender o enorme mercado propriedades leiteiras, diversos selecionadores passaram a segregar as fêmeas de Gir de aptidão leiteira. Dividiu-se assim o horizonte da raça em dois: linhagens para leite e linhagem para corte – ao mesmo tempo que os selecionadores tradicionais atingiam o ponto alto no aperfeiçoamento racial.As importações do inicio da década de 1960 permitiram consolidar a beleza racial e introduziu novas linhagens leiteiras, embora com menor influência na seleção para carne. Enquanto isso, o Nelore, com essas importações, disparou na preferência dos selecionadores de gado de corte. Assim, abruptamente, o Gir viu-se numa encruzilhada, sem um melhoramento acelerado para corte, levando outra boa parte dos criadores a se dedicar apenas ao atendimento dos pequenos produtores de leite. Devido ao acelerado melhoramento na produtividade leiteira, rapidamente, o sangue Gir chegou a 82,4% das propriedades brasileiras que, de alguma forma, exploravam o leite. Perdeu o trono na pecuária de corte mas ganhou um novo trono, nas propriedades leiteiras.O Gir foi a raça mais analisada do Brasil, tendo vivido a turbulência da década de 1920, depois o período final da "época dos coronéis", depois a expansão durante a Segunda Guerra Mundial e, finalmente, a mudança de rumo a partir da década de 1960. Por conta de tantas modificações, a raça formou "escolas" diferentes, criou ou introduziu modismos, ganhou experiências" diferentes e chegou até a ostentar quatro variedades ou tipos, ao mesmo tempo:chifrudo (tradicional), mocho, leiteiro e branco. Cada modalidade tinha suas características, suas exigências e sua permissividade, cada qual com seu rol de adeptos. Na década de 1980 firmaram-se apenas duas orientações: leite e padrão, sendo que a seleção para carne foi drasticamente reduzida. Na década de 1990 buscou-se a homogeneização de um gado com dupla aptidão. Assim, na virada do milênio, o Gir volta a ser um gado selecionado para leite e para carne, admitindo todas as "escolas" que surgiram no correr de sua história no Brasil. O resultado dessa soma estará manifesto até o ano 2010.Atendendo o mercado, foi produzido o Gir Mocho, na década de 1940, com influência original do gado Mocho Nacional e do Red Poll. Esta variedade continua em expansão, apresentando as mesmas características e funções que o Gir tradicional. O Registro Genealógico do Gir Mocho teve inicio em 1976. Muitos pecuaristas tem utilizado o Gir Mocho com sucesso em cruzamentos, deixando claro que o horizonte desse gado está em expansão. Dentro da variedade mocha existem linhagens leiteiras e linhagens de corte, a disposição do mercado.
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Fonte: Os Cruzamentos na Pecuária Tropical - Ed. Agropecuária Tropical
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Cap, 3° - O Gir na modernidade (próximo)

Cap, 4° - O Gir nos cruzamentos leiteiros

Cap, 5° - O Gir nos cruzamentos de corte

Cap, 6° - O Gir Brasileiro para o Mundo

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Animal em Destaque - BEY 3530 DA L. VM.


Bey 3530 da Lapa Vermelha (Tacaré Zs x Issara)

Na linha paterna vai a Napy Zs, na linha materna a Iucatã II.

Reprodutor chefe da Fazenda Lapa Vermelha, "Issarinha" como é conhecido tem se mostrado um exímio reprodutor, imprimindo muita caracterização racial, docilidade, precocidade e principlamente; leite.

De criação e propriedade de Eduardo e Ricardo Simões - Lapa Vermelha - Pedro Leopoldo (MG).

http://www.fazendalapavermelha.com.br/

PILARES DA RAÇA: Krishna


Filho de Priyatam e Sakina 44, Krishna veio da importação de 1960 da India, e despontou como grande alternativa para o Gir brasileiro.
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Considerado um grande melhorador de fertilidade, leite e caracteristicas raciais, sua importância é comprovada ao percebermos varios animais que carregam seu nome, todos descendentes deste grande reprodutor.

Podemos citar: Krishna II, Krishneto (sakina Guiliri), krishna Gori Guiliri, Kassudi da Lagoa, Prema, Krishna Dhamal.

sábado, 4 de outubro de 2008

HISTÓRIA DO GIR - Capítulo 1

Em 6 capítulos extraidos do livro: Os Cruzamentos na Pecuária Tropical - Ed. Agropecuária Tropical, iremos contar um pouco sobre a história da nossa raça, sua origem e suas mais variadas funcionalidades...

N° 1: A ORIGEM

Talvez seja a raça zebuina mais antiga do planeta, segundo sugestões da literatura sagrada hinduista. Na rota das migrações humanas que iriam formar o futuro povo ariano e que povoavam o norte da África, temporariamente, estava o bovino ancestral da raça Gir, o qual teria permanecido na região de Kathiavar desde aqueles remotos tempos. Recentes estudos antropológicos reforçam essa teoria, mostrando que os povos migravam, a pé, do norte africano para o subcontinente indiano. Aquelas tribos seguiram viagem, mais tarde, até o interior asiático, fixando uma civilização na região de Gobi, enquanto o território indiano mergulharia no esquecimento por mais de 80 mil anos. Nesse período de esquecimento, teria sido aperfeiçoado o gado Gir, principalmente na região de Gir, famosa pelas florestas, no Kath lavar, onde abundavam leões e outras feras. O Gir ficou famoso como 'boi-de-luta" e alguns autores mencionam que os chifres voltaram-se para baixo e para trás devido as intensas e constantes batalhas na região. Mais tarde, por volta de 20.000 a.C. ou, segundo outros autores, por volta de 5.000 a.C., as tribos de arianos remanescentes no deserto de Gobi, migra ram para a India, entrando pelo estreito de Khebyr, trazendo consigo o gado de giba. Estes povos arianos teriam trazido apenas o gado branco-cinza do norte da India, nao havendo menção sobre o Gir, ou o Guzerá. Estas duas raças, pelo que tudo indica, já estavam na India naqueles tempos.Morfologicamente, sua antiguidade também se manifesta pela conformação craniana: é a única raça bovina com chifres voltados para baixo e para trás, e de crânio ultraconvexo, no mundo. Uma vez que ainda existem bubalinos e ovinos de chifres voltados para baixo e para trás - no próprio Kathiavar - conclui-se que o Gir é o único bovino que deve ter tido um ancestral comum com essas subespécies, há milhões de anos atrás. Na Índia, existem rebanhos com história de 300 anos, ou mais, tendo sido uma raça multo utilizada para melhorar as demais em termos de produtividade leiteira e trabalho pesado. O Gir, modernamente, goza de grande popularidade na Índia,principalmente pela sua notável mansidão e aptidão leiteira. E comum encontrar vacas Gir produzindo leite nos templos e nos centros de pesquisas, bem como nos asilos e organismos sociais. E uma raça muito estudada, havendo relativa fartura de dados técnicos sobre famílias leiteiras, na Índia.Recentemente, tem sido incrementado o intercâmbio com criadores da Índia e alguns brasileiros já utilizam material genético importado, tentando incorporar ao patrimônio brasileiro novas linhagens de boa caracterização o racial e boa produção leiteira. A abertura de relacionamento comercial com a Índia permitirá o ingresso de material genético (sêmen e embriões) de centenas de bons animais da raça Gir.

Cap, 2° - A Consolidação do Gir no Brasil (próximo)

Cap, 3° - O Gir na modernidade

Cap, 4° - O Gir nos cruzamentos leiteiros

Cap, 5° - O Gir nos cruzamentos de corte

Cap, 6° - O Gir Brasileiro para o Mundo

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sejam Bem-Vindos!
Estes são os votos dos colaboradores do BLOG GIR-PO a todos os amigos do Brasil e do mundo. Participem ativamente com críticas, sugestões e incentivos.
Vamos juntos fazer do Gir uma raça completa!

Welcome!
These are the wishes of the collaborators of BLOG GIR-PO to all the friends in Brazil and around the world.
Please participate actively with critical, suggestions and incentives.
We go together make Gir a complete race!

¡Bien Venidos!
Éstos son los votos de los colaboradores del BLOG GIR-PO a todos los amigos del Brasil y del mundo.
Participan activamente con crítico, sugerencias e incentivos.
¡Vamos juntos a hacer del Gir una raza completa!

PILARES DA RAÇA: Gaiolão


Gaiolão foi um dos fundadores do rebanho paulista de gado gir, importado por Ravísio Lemos 1930, e ainda novo foi vendido pelo conhecido negociante de gado Sr Carlos Lopes ao Sr João Batisa Figueiredo Costa, que utilizou por muito tempo no rebanho da Fazenda Campo Alegre.
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Por volta de 1938 foi comprado pelo criador Nilo Lemos e Julio B da costa filho, onde trabalhou na formação do plantel em um retiro da fazenda Taquaral.

Alguns de seus filhos que ficaram famosos: Gaiolinha, Guilherme, Tamoio, Rancoso, Charuto, Manchinha, Gemada e França.

( Fonte: O Gir e o Leite, a pecuaria fundamental, de Rinaldo do Santos ).

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Por Edineive Geraldo da Silva: GADO EVA

Caro Rodrigo, bom dia.

O novo quadro do blog Gir-PO é sensacional. Parabéns pela iniciativa. Como entusiasta e estudioso da raça GIR, tenho admiração especial pela Linhagem Eva em função do grande trabalho que EVARISTO DE PAULA desempenhou em prol do GIR. Esta é a minha indicação para as próximas entrevistas. Deixo abaixo um pequeno resumo que foi cedido por Gilmar Cordeiro.

Linhagem EVA:
O gado Eva começou basicamente com o pai do Evaristo, o Sr. Eurípedes de Paula que criava na região um gado gir um pouco diferente do tradicional chita, ele gostava de vacas brancas das orelhas pretas ou vermelhas com origem em vacas paulistas como as Manchas, as Papoulas de Passos, o Guaraná de Alfenas, animais da raça do Africano-imp, Passageiro-imp e Bandeirante-imp que trabalharam em no sul de Minas e fixou uma boa base na região de Ubá-MG. Ele também possuía diversos animais importados da Índia, creio que alguns com esta pelagem. Resumindo em diversas partes do Brasil tinha esse gado gir branco da orelha preta e já tinha uma vacada branca da orelha preta quando ele ficou sabendo que o Otávio Machado da Bahia tinha um tourinho também branco da orelha preta. Como ele queria fixar essa característica e achar touro de genética diferente da que ele tinha, mandou seu filho na Bahia comprar o touro White-OM. Lá o Evaristo comprou também a Bahianinha (chita) filha do Gandi e a Bahiana (branca orelha preta) tb filha do Gandi.
Depois comprou outros touros, Maraja II etc
Usou o White em consangüinidade, a Bahianinha sobressaiu e com o White fechou a linhagem.
Embora dizem que o Eva resumiu em White e Bahianinha fechado, isso não é verdade pois o Evaristo sempre usou inteligentemente diversos touros de linhagens diferentes para refrescar sangue.
Podemos citar Nilo-R, Apolo-R, Pushpano-imp, Itu-JJ, filho do Krishninha (Krishna Sakina DC rg 6666) entre outros.
Também agregou ao rebanho vacas filhas de touros Evas em vacas de outros criadores.
Volta e meia vemos no Eva também, vacas chitas forte e olhos gateados como era o Gonda-Imp, touro que deixam rastros também no plantel.
Características positivas: conformação de úbere, feminilidade e fertilidade.
Características negativas: ossatura fina, despigmentação excessiva em alguns animais, índole ruim em algumas vacas.

a)Fazenda do Cortume => Lenita, Renato e Leonardo Gasbarro.
b)Fazenda Santo Antônio => Guilherme Maldini.
c)Fazenda Caraíbas => José Alfredo.

Atenciosamente.
Edineive Geraldo da Silva
Contagem MG

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

NEM GADO DE LEITE, NEM GADO DE CORTE: GADO DE LUCRO!

Por Virgílio Melo, criador de gado guzerá

(OBS: Apesar de escrito por um criador de guzerá, o artigo abaixo não se destina somente à raça criada por seu autor)

A finalidade óbvia de qualquer exploração econômica é o lucro. Contudo, na pecuária bovina, a premissa de especialização por produto (carne ou leite) tem se sobreposto ao crivo da lucratividade. Ora, todo bovino é mamífero, portanto nasce de uma fêmea produtora de leite. O fim mais provável do bovino é o abate, quando então será produtor de carne. Obviedades à parte, é necessário dizer que especialização na produção vem sendo confundida com profissionalismo e eficiência, em prejuízo do lucro.
Examinemos como esta noção da necessidade inexorável de especialização surgiu. Durante e logo após as Grandes Guerras houve drástica redução da disponibilidade de alimentos na Europa. Períodos de fome e racionamento não foram incomuns. Os governos, após 1945, iniciaram programas de subsídios pesados aos produtores, para que aumentassem rápida e drasticamente a produção de alimentos. Investimentos em biotecnologia também contribuíram para estes objetivos. Na pecuária, inseminação artificial e uso de sistemas computacionais acoplados a programas de melhoramento genético em larga escala tiveram grande impacto sobre animais e modos de produção. O importante era produzir muito, e não produzir a baixo custo. Os produtores, além dos subsídios, passaram a ter garantia de compra, por parte do estado, de toda a produção excedente, a preços pré-estabelecidos. A preocupação vigente até a década de 1970 era de que os recursos alimentares não crescessem na proporção do crescimento demográfico (teoria de Malthus). A seleção genética para um pequeno número de características, própria das raças e explorações especializadas, daria resultado mais rápido, nestas circunstâncias, do que a de modelos de duplo propósito.
A partir de 1980, o mundo temperado passou a acumular grandes estoques excedentes de produtos bovinos. Os cidadãos-contribuintes começaram a questionar a manutenção dos subsídios agrícolas. Estes entram em lento declínio. Na década de 1990, países asiáticos e do oriente médio aparecem como grandes importadores de proteína animal. Embora ainda haja barreiras alfandegárias e subsídios, cada vez mais o mercado internacional de carne e lácteos passa a demandar qualidade com preços competitivos. Para se integrar a este ambiente, qualquer país ou pecuarista necessita de baixo custo de produção, e não apenas alta produção por animal ou por área, como no tempo dos subsídios.
O futuro aponta para a redução progressiva dos subsídios. Também as turbulências globais recentes (queda das bolsas de valores em 1998, atentados nos Estados Unidos em 2001, doença da vaca louca, aftosa em vários países, oscilações climáticas, etc.) têm acrescentado volatilidade cada vez maior às cotações de carne e leite no mundo. Tudo isto é próprio do sistema de mercado livre, e veio para ficar.
Os modelos de produção de duplo propósito são especialmente versáteis neste ambiente econômico. Não apresentamos aqui apenas argumentos teóricos, mas fatos concretos, inquestionáveis:
- Na Europa, desde o final da década de 1990, os produtores de leite só recebem subsídio estatal se mantiverem o bezerro ao pé da vaca (em vez de sacrifica-lo) até o desmame, como forma de reduzir a produção leiteira (e os estoques excedentes de lácteos mantidos pelo estado). As raças de duplo propósito têm crescido e as leiteiras especializadas quase levadas à extinção. (Revista DBO, )
- No Reino Unido, berço de algumas das melhores raças de gado de corte, dois
terços dos machos abatidos são da raça holandesa.
- Na Nova Zelândia, maior exportador mundial de lácteos, apesar da herança cultural britânica, a raça holandesa tem sido a preferida para a produção de leite a pasto. Motivo: gera um produto adicional – machos viáveis para engorda, ao contrário das raças jersey, guernsey e ayrshire. (Revista DBO, ).
- Hoje, no mundo, a maior parte dos animais abatidos vem da raça holandesa, pura ou em mestiçagem. Apesar da carcaça pobre, tem grande velocidade de crescimento, levando-nos ao aparente paradoxo: o holandês é a maior raça de corte do mundo .
No Brasil, o sistema de pesquisa agropecuária federal foi idealizado por um agrônomo americano, partindo da premissa (equivocada) da especialização na produção bovina. Temos uma EMBRAPA – Gado de Leite em Juiz de Fora (MG), e uma EMBRAPA – Gado de Corte em Campo Grande (MS) que quase não se comunicam. Infelizmente, o foco de cada centro está colocado no produto – leite ou carne – e não temos uma EMBRAPA - Gado de Lucro (foco no resultado econômico).
A história das últimas décadas no Brasil nos tem mostrado que a produção leiteira especializada (gado europeu, descarte dos bezerros machos ao nascimento, confinamento total, produções maiores que 15 kg /leite/vaca/dia) está em declínio acentuado. O desfile das liquidações de rebanhos que usaram toda a “tecnologia” disponível nos países temperados não deixa margem a dúvida quanto à inviabilidade de tal manejo entre nós.
Por outro lado, a pecuária de corte exclusiva é amiga de terras baratas, homogêneas e extensas. Estas estão sendo tomadas pela agricultura, muito mais rentável. A pecuária extensiva sempre existirá no Brasil, Argentina, Austrália e Estados Unidos, como já nos afirmava Preston, em 1977 ( ). Contudo, ocupará cada vez menos terra, mais distante e/ou de pior qualidade que aquela destinada a outras finalidades mais lucrativas.
Já a produção de leite no Brasil, a despeito de tudo que se divulga sobre a baixa rentabilidade e alto risco da atividade, vem crescendo a taxas anuais em torno de 5% há trinta anos. Isto é fato inquestionável ( ). Será que tanta gente gosta de tomar prejuízo, ao longo de anos a fio? Ou estes pecuaristas que têm alavancado a produção brasileira de leite têm alguma fórmula de lucro, ao arrepio da “tecnologia” preconizada por pós-graduados no estrangeiro que aqui pontificam?
Uma minoria de nossos pesquisadores da área tem se debruçado recentemente sobre o assunto, dispostos a rever os paradigmas. Analisaram o sucesso econômico dos sistemas de criação , em vez de centrar foco na carne ou no leite. Pequenas peculiaridades à parte, havia em comum nestas explorações: produção de leite predominantemente a pasto; recria dos bezerros machos e venda de animais excedentes como parte importante da renda ; uso de heterose zebu/europeu (especialmente genótipos F1); produções diárias entre 9 e 14 kg/ leite/ vaca/dia. A rentabilidade anual sobre o capital investido foi de 29 a 36%, em vários trabalhos, computadas todas as depreciações existentes, custo da terra, etc. Tais pesquisas foram realizadas com chancela da EMBRAPA, Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, Universidade de São Paulo ( Álvares.........., Holanda...... etc ). Os dados foram obtidos a partir de sistemas comerciais de produção, com escala viável (de 1000 a 10000 litros de leite/ dia). A rentabilidade, em cada região e em anos diversos, foi igual ou maior que a da cana e da soja.
Além disso, deve-se considerar os impactos ambientais e sociais da produção de carne e leite. Sistemas intensivos têm sido incriminados por poluição de cursos d'água. Por outro lado, a pecuária extensiva de corte quase não gera empregos. Também nisto a exploração mista leva vantagem: gera mais benefício social com produção auto-sustentável.
Em suma, a visão tradicional de que a pecuária de duplo propósito é igual a um ganso: “nada, anda e voa - todos três, mal”, é equivocada. Ela apresenta vantagens, em relação à produção especializada, quanto a oscilações do preço da carne e do leite, climáticas, justiça social e equilíbrio ambiental. Além do que, é mais lucrativa. Perguntem-no à CFM (10000 litros de leite/ dia), Hélio Coelho Vítor, de Passos, MG (8000 litros/dia), Tininho Carvalho, de Muriaé, MG ( 10000 litros/ dia). Ou será que alguém tem preconceito contra o lucro?

Perfil do Criador - HELIO LEMOS (entrevista)

Começamos hoje um novo quadro no blog Gir-PO.

O Perfil do Criador irá entrevistar quinzenalmente um importante criador do país, e estreiando o maior conhecedor da raça, Helio Lemos...

Espero que gostem!


GIR-PO: Nome, idade, origem?

HL: Hélio Ronaldo Lemos, nascido em 25/12/1933 na cidade de Franca (SP), mas filho de pais mineiros da região de Araxá.

GIR-PO: Local e tempo de criatório?

HL: Crio desde o nascimento, tenho uma foto no curral da fazenda Taquaral aos 2 anos de idade.

Sou filho, neto e bisneto de pecuaristas do Zebu.

Meu primo Adauto Lemos e seu filho Francisco Ravisio Lemos trouxeram gado da Índia por duas vezes, a primeira em 1917.

Minha marca é HL.

GIR-PO: Base genética.

HL: O que tinha de puro na raça eram as linhagens Krishna, Eva, R e Gaiolão, essa é a base.

O resto era muito diluído e impuro.

Acho o Bey o melhor touro que já nasceu em Uberaba, filho e neto de vacas boas, touro tem que ter isso, senão não vai.

GIR-PO: Gir pra você é leite ou carne? Ou os dois?

HL: Gir padrão com leite, carcaça, longevidade e precocidade. Não precisa falar mais.

GIR-PO: Controle leiteiro, você considera essa prática essencial para a conquista de mercado ou acha um método de auxilio na seleção? E o sumário de touros?

HL: Eu acho o controle leiteiro uma ferramenta excepcional pras duas finalidades desde que seja feito com profissionalismo.

Já o sumário dos touros eu nem olho, acho uma besteira enorme pois só se leva em conta o leite e nada mais. Um erro. Não é possível analisar um animal dessa forma, existem outras variáveis tão importantes quanto.

GIR-PO: Um touro da atualidade que você admira.

HL: Brinco II HL, com certeza está na cabeceira do Gir.

GIR-PO: Um touro do passado.

HL: O Gandhi, pai do Bey, pra mim o principal alicerce.

GIR-PO: Um criatório modelo.

HL: Nenhum, acho um equivoco, não existe criatório modelo. Mas existem muitos criatórios bons, um que eu confio é o seu (Lapa Vermelha), onde já fiz parceria e acho que tem o gado mais uniforme do Brasil.

GIR-PO: Diga um pouco sobre o futuro da raça.

HL: O Gir é o gado mais promissor do mundo, tem tudo: beleza, carne, leite, docilidade... extraordinário!

GIR-PO: Pra fechar, uma mensagem aos criadores e amigos
do Gir.


HL: Faça sério, honesto.

Em 10 anos o Gir será um gado completo, só temos que fazer os acasalamentos certos, buscar conhecimento de quem tem.

Existe muito material genético disponível.

Mas tem que investir, nada é de graça. Quem fizer terá retorno garantido.

GIR-PO: Foi um prazer entrevistá-lo, obrigado.

HL: Disponha, é sempre um prazer falar com você!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Touro DALAT, filhos e neto






















  1. DALAT (Chave de O. Neto x Renda) - 50% R, 50% Eva - Grande Campeão Nacional 86.
  2. Aquário - filho
  3. Artesão - filho
  4. Definido - neto

A pedidos pessoal, genética disponível no mercado... quem se interessar deixa um comentário.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Perfil do Criador - Novo quadro do Blog Gir-PO

Prezados amigos,

Entrará em atividade na próxima semana, o novo quadro PERFIL DO CRIADOR.

Quinzenalmente entrevistaremos um criador/criatório e postaremos no blog juntamente com fotos e curiosidades.

Será um espaço para conhecermos melhor a filosofia e a história dos principais criatórios do país.

Além disso disponibilizaremos os contatos, para que as pessoas interessadas possam adquirir a genética, ou mesmo conhecer melhor o plantel em foco.

Quem quiser indicar um criatório a ser entrevistado, por favor envie um comentário.

Saudações.

Fotos antigas, animais raçudos.

Acima, Bey Filho, de Geraldo França Simões.
Acima, touro Tigre, de propriedade de Milton Gonçalves, campeão em Uberaba.

Acima, tourinho de boa conformação.

Acima, touro jovem de propriedade de Mario Silveira (GO)

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Perceba que podemos considerar os animais acima como modernos.

E são todos bastante antigos, sinal de que o Gir evolui rápidamente em nosso país...

Um alerta para nós que hoje somos responsáveis pelo futuro da raça. Não podemos parar no tempo.

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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Animal em destaque - INDIRA BRG

Indira BRG ( Bey 3658 da L. Vm. x Trope AMB )

Seu pai é filho neto do Tacaré ZS, sua mãe é descendente de Chave de Ouro Neto, além de ter algum sangue Eva. Sendo ainda pelo lado materno, da linhagem de Gandhi OM.

O resultado desta combinação é esta excelente matriz que está parida de Zapi BRG, reprodutor chefe da Chacara Beira Rio, sufixo BRG, de propriedade do amigo e colaborador do Blog Gir PO, Guilherme Ricaldoni.

Parabéns!

Alecrim II - Leite e raça de sobra


Filho do Alecrim velho, este falecido touro esbanjava raça e imprimia leite como poucos.

Dois criadores, nossos amigos Zé Neto (ZEID) e José L. Junqueira Barros (Bi), investiram neste potencial graças a tecnologia avançada que nos possibilita via TE e FIV aproveitar esta genética quase extinta.

E já temos resultados de cruzamentos Alcrim II com a vacada top destes criatórios, o resultado é de encher os olhos.

É comum ouvir que filhas deste touro produziam média de 30 kg/dia... e as bezerras do Bi e do Zé Neto são lindas, raçudas... vamos esperar pra encher o balde também!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Gir do Litoral

Nosso amigo, Roberto Bolsanello, nos informa de seu mais novo acasalamento, acaba de ser confirmada a primeira prenhez que envolve Jalam camila x Faisa ema.

Faisa é considerada uma das melhores vacas de seu plantel, tem em seu pedigree linhagens de destaque dentro da raça gir como Norte J5, Krishna e Eva, por isso a expectativa por este acasalamento é grande.

Bolsanello está morando em Chapecó-SC, onde está trabalhando pela Tortuga. Seu novo contato é: 49 - 9146 2271. Seu pai Prof. Artelírio Bolsanello continua tocando o Sítio Bolsanello com auxilio do Veterinário e Professor de Reprodução Veterinária Breno Dalla Maestri, da RHVET e criador de Gir em Nova Venécia-ES.

O sufixo do Sítio Bolsanello a partir deste mês passa a ser Gir do Litoral pelo motivo da propriedade estar na cidade turistica de Guarapari e estar localizado a menos de 500 metros da praia.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

GRANDES DA RAÇA - CAMARU 2008

GRANDE CAMPEÃ DA RAÇA - 2009

PUSHPA MOTI 9

Criador: Celso Garcia Cid (espólio)
Expositor: Silvio Araújo (Siara Agropecuária-Iguatama/MG)

GRANDE CAMPEÃO DA RAÇA - 2008

BEY 4119 DA LAPA VERMELHA

Criador e expositor: Eduardo e Ricardo Simões (Faz. Lapa Vermelha-Pedro Leopoldo-MG)
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Todos os resultados e fotos, confira no Blog parceiro GirBrasil, com fotos:
Obs.: Não deixe de ler no fim da página, matéria sobre a Assogir.

Túnel do Tempo: Alecrim


Alecrim era filho de krishninha com Armenia. Foi de Nilo Lemos, tendo muita importância na genealogia da atualidade. Sem duvida um dos melhores representandes da linhagem Krishna, com a grande vantagem de ter Redino e Gaiolão no pedigree.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O sucesso de um trabalho!


A raça Gir não seria a mesma sem a presença ativa destes dois homens. Além de criadores, atuam diretamente no fomento da raça. Zé Neto (à dir.) é responsável maior pelo sucesso deste evento que hoje é conhecido como a NACIONAL DO GIR; é estamos falando da Exposição de Uberlandia - CAMARU 2008. Mais de 700 animais (mais que o dobro da ExpoZebu) encheram o parque em uma festa que deixa saudades. Rosimar (à esq.), titular do Blog colega GIRBRASIL, foi responsável por toda a parte de divulgação do evento, atuando também da organização como já é sabido por todos. São pessoas como estas que fazem a diferença, Zé e Rosimar, contamos com vocês e a raça agradece.
Tenho certeza que ano que vem, teremos novas supresas, boa sorte e continuem assim.
foto: Blog GirBrasil

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Camaru 2008: JURADO

JOSÉ AUGUSTO BARROS
O Blog Gir PO, parabeniza o jurado e criador Zé Barros pelo exímio trabalho a frente dos julgamentos de Gir PO em Uberlandia.
Trabalho muito criterioso e isento de ressalvas, mostrou personalidade e qualidade.
Zé Barros vem se firmando cada vez mais na raça, e apesar da pouca experiencia, já conta com a confiança dos criadores.
PARABÉNS E BOA SORTE.

ENGUIA DOBI - CAMPEÃ TORNEIO LEITEIRO


A jovem matriz Enguia Dobi, filha de Cabaré Rodhari Dobi, se sagrou CAMPEÃ FEMEA JOVEM do torneio leiteiro da Exposição De Uberlandia CAMARU 2008.
Motivo de orgulho para os criadores de Gir Padrão, e principalmente para seu criador e expositor José Luiz Junqueira Barros, o Bi, esta res em primeira lactação produziu média de 24,180 kg por pesagem e ganhou com folga, totalizando 72,540 kg de leite.
Exemplo que Gir puro sangue além de bonito e confiável dá leite.
Parabéns ao criador e aos tratadores.